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quarta-feira, abril 22, 2026

5 LIÇÕES QUE APRENDI COM ANA - JOSIVALDO OLIVEIRA

 

5 LIÇÕES QUE APRENDI COM ANA

Josivaldo Oliveira

O texto de 1 e 2 Samuel nos conta a história de Ana — uma das histórias mais lindas e profundas das Sagradas Escrituras. Essa narrativa ensina como um coração quebrantado se aproxima de Deus, e como uma pessoa que se volta para Ele recebe a resposta daquilo que tem buscado e clamado.

Não é à toa que o salmista afirma: "O sacrifício agradável a Deus é o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus" (Salmo 51:17). Ao percorrermos o primeiro e o segundo capítulos de 1 Samuel, aprendemos lições preciosas sobre oração, entrega, sacrifício, maturidade espiritual e perseverança na fé — todas elas evidenciadas na vida de Ana.

Ana foi uma mulher amargurada de espírito, que clamava a Deus por um filho. Era estéril — condição que, naquela época, a tornava alvo de humilhação constante. Penina, a outra mulher de Elcana, a ridicularizava sem cessar, porque na cultura hebraica uma mulher que não podia gerar era considerada amaldiçoada por Deus.

Pense no peso desse sofrimento: além da dor da esterilidade, além do sonho negado da maternidade, Ana ainda suportava o escárnio da rival e a incompreensão do próprio marido. Elcana, que a amava profundamente, chegou a perguntar: "Por que choras e não comes? Por que está triste o teu coração? Não sou eu para ti melhor do que dez filhos?" (1 Samuel 1:8). Mesmo com todo o amor, ele não conseguia compreender a dimensão da sua dor.

Foi então que Ana entendeu que a solução para tudo aquilo era derramar o coração diante do Senhor. A Bíblia diz que ela foi ao templo e começou a orar com coração quebrantado e amargura de alma — tão abatida que a oração nem saía em voz audível; eram apenas sussurros, gemidos. E é assim, muitas vezes, conosco também. Existem momentos tão desafiadores na nossa vida que não conseguimos articular palavras. Só saem lágrimas, gemidos e suspiros.

Mas esses gemidos da alma são interpretados pelo Espírito Santo, que os conduz ao trono da graça e traz a resposta de Deus à nossa vida — como aconteceu com Ana. É por isso que a Bíblia nos diz: "Da mesma forma, o Espírito nos ajuda na fraqueza, pois não sabemos orar como convém, mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis" (Romanos 8:26).

Há ainda uma expressão poderosa que Jesus usa em Mateus 6:6: "O teu Pai, que vê em secreto, te recompensará." O texto não diz "o teu Pai que ouve" — diz "que vê". Porque há momentos em que você não consegue produzir palavras. Você está ali de joelhos, chorando, soluçando, balbuciando como uma criança que está aprendendo a falar. E Deus vê. Ele viu a oração de Ana. E nos vê também.

PRIMEIRA LIÇÃO: O SENHOR OUVE O CLAMOR DOS QUE DECIDEM BUSCÁ-LO

Nos versículos 1 a 18 do primeiro capítulo de Primeira Samuel, vemos a saga de Ana buscando a Deus. Ela poderia ter buscado vingança de Penina. Poderia ter reclamado da vida, murmurado ou questionado: "Por que Deus me fez estéril?" Mas, em vez disso, Ana decidiu buscar ao Senhor, porque entendeu que somente Ele era capaz de resolver o seu problema.

Que lição preciosa para nós! Muitas vezes não buscamos a solução em Deus — ou o procuramos apenas como último recurso. Diante de uma crise, a tendência é reclamar, murmurar, responsabilizar líderes, o governo ou a família. Às vezes buscamos até vingança daqueles que nos prejudicaram. Ana não fez nada disso. Ela foi diretamente àquele que tinha o poder de resolver o seu problema.

E o Senhor a ouviu. Isso nos ensina uma verdade fundamental: Deus ouve o clamor de todos os que decidem buscá-lo, humilhar-se diante d'Ele e invocar o Seu nome santo. A Bíblia é clara: "Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á" (Mateus 7:7). E ainda: "Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, orar e buscar a minha face, e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra" (2 Crônicas 7:14).

Nenhuma lágrima derramada na presença de Deus ficará sem resposta. Nenhuma oração, nenhuma súplica, nenhum gemido inexprimível gerado diante d'Ele será ignorado. Muitas vezes, as suas lágrimas são toda a oração de que você precisa — e, misturadas com fé, elas são levadas ao trono da graça e atraem o favor de Deus na sua direção.

Depois que Ana clamou, Deus usou o próprio sacerdote Eli — que a princípio a havia mal compreendido — para pronunciar a palavra: "Vai em paz; e o Deus de Israel te conceda a petição que lhe fizeste" (1 Samuel 1:17). E assim aconteceu. A situação de Ana era, do ponto de vista natural, impossível. Mas Deus é o Deus que faz o impossível acontecer.

Em vez de reclamar, murmurar ou buscar vingança, decida orar. Decida buscar o Senhor. Qual é o milagre que você precisa? É na sua família? No seu casamento? Na vida dos seus filhos? Nas suas finanças? Na sua saúde? Seja qual for a área, se você clamar, se você interceder, se você buscar — “Samuel” vai nascer na sua vida. O milagre vai acontecer.

SEGUNDA LIÇÃO: DEUS FAZ MAIS DO QUE PEDIMOS OU PENSAMOS

Ana pediu um filho a Deus. Apenas um — que tirasse dela a vergonha da esterilidade, que removesse o estigma de mulher amaldiçoada, que alegrasse a sua casa. Mas a Bíblia nos diz em 1 Samuel 2:21: "E o Senhor visitou a Ana, e ela concebeu e deu à luz três filhos e duas filhas." Além de Samuel, ela teve mais cinco filhos. Pediu um, recebeu seis — porque Deus sempre faz além do que pedimos ou pensamos.

O apóstolo Paulo confirma essa verdade: "Ora, àquele que é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo o que pedimos ou pensamos, conforme o poder que opera em nós" (Efésios 3:20). Esse poder está operando em você agora. Ele pode fazer mais do que você está pedindo, mais do que está pensando, mais do que está imaginando.

Talvez você esteja pedindo a Deus a salvação do seu marido — e Deus esteja querendo fazer dele um pregador da Palavra. Talvez você peça pela liberdade do seu filho, e Deus queira fazer dele um missionário. Talvez você esteja pedindo a bênção de uma pequena empresa, e Deus queira alargar as suas tendas além do que você consegue enxergar. Porque é assim que Ele age: não apenas abençoa — Ele transborda.

Ana pediu um filho para calar a boca da rival e remover a vergonha. E Deus deu a ela uma aljava completa. O Salmo 127:3-5 diz: "Herança do Senhor são os filhos; o fruto do ventre, um galardão. Como flechas na mão do guerreiro, assim são os filhos da juventude. Feliz o homem que enche delas a sua aljava." Ana recebeu seis flechas, porque Deus é poderoso para fazer mais.

TERCEIRA LIÇÃO: A BÊNÇÃO NÃO PODE ROUBAR O LUGAR DO ABENÇOADOR

Ana fez um voto a Deus: "Senhor dos Exércitos, se benignamente atentares para a aflição de tua serva, se te lembrares de mim e me deres um filho varão, eu o darei ao Senhor por todos os dias da sua vida" (1 Samuel 1:11). Ela entendia que a bênção não poderia ser maior do que o Abençoador.

Assim como Deus pediu a Abraão que oferecesse Isaque no altar (Gênesis 22), não porque precisasse provar o que já sabia — pois Deus é soberano e onisciente —, mas para que Abraão se conhecesse e entendesse que a bênção não poderia ocupar o lugar do Abençoador no seu coração. A bênção é legítima e preciosa — mas não pode se tornar um ídolo.

Um ídolo não é apenas uma escultura diante da qual alguém se prostra. É qualquer coisa que pode roubar o lugar de Deus no coração — um filho, um marido, uma esposa, um carro, uma empresa, um negócio. Qualquer coisa que assuma o trono do coração no lugar do Senhor. A Bíblia alerta em Eclesiastes 5:4 que "voto de tolo" é aquele que é feito e não cumprido. Ana, porém, foi diferente.

Quando Samuel foi desmamado, ela o levou ao templo em Siló e o colocou nas mãos do sacerdote Eli: "Por este menino orava eu, e o Senhor me concedeu a petição que lhe fizera. Pelo que também eu o trago como devolvido ao Senhor" (1 Samuel 1:27-28). A partir daquele momento, Samuel ficou morando no templo — treinado a ouvir a voz de Deus desde criança, até se tornar profeta, sacerdote e juiz em Israel.

Imagine o desprendimento de Ana. Com o filho desmamado — em média aos dois anos —, ela o levou ao templo e o deixou ali. Passaria a vê-lo apenas uma vez por ano. E Samuel não guardou mágoa. Provavelmente foi ele mesmo quem escreveu esse texto, para mostrar o quanto Ana foi honrada por Deus justamente por estar disposta a abrir mão da bênção para servi-Lo.

Há alguns anos, quando meu pai faleceu, recebemos um seguro de vida — uma herança que, para mim e minha esposa, depois de quinze anos sonhando com a casa própria, parecia um bálsamo no deserto. Fechamos o negócio por um terreno aqui mesmo, na Palmeira. Estávamos felizes. Mas quando fui orar, ouvi claramente a voz do Espírito Santo: não era para construir a nossa casa. Era para doar o terreno à igreja — o terreno onde estamos agora.

Fui falar com minha esposa. Ela perguntou: "Você tem certeza que Deus falou contigo?" Respondi: "Creio que sim." E ela disse: "Se Deus falou contigo, então pode doar." E doamos. Continuamos sonhando, esperando, crendo. E no final do ano passado, depois de 28 anos de espera, o Senhor nos permitiu ter a nossa casa própria. Não à vista — estamos pagando pela Caixa. Se Deus não mandar uma bênção para quitar antes, vou ter mais de 80 anos quando terminar de pagar. Mas Deus tem honrado, parcela a parcela.

Não pense que a vida de um pastor é fácil. É na luta, é na peleja. Mas Deus honra. E muitas vezes Ele nos pede que abramos a mão de algo para nos abençoar com muito mais. Como fez com Ana. Como fez com Abraão. Como tem feito comigo.

QUARTA LIÇÃO: AS MAIORES VERDADES SE APRENDEM NO DESERTO

Depois de toda a sua experiência com Deus, Ana aprendeu verdades espirituais extraordinárias. Em 1 Samuel 2:1-10, ela ora e proclama a soberania divina com uma profundidade que só a provação é capaz de produzir: "O meu coração se alegra no Senhor; a minha força está exaltada no Senhor. O arco dos poderosos é quebrado, e os fracos se cingem de força" (1 Samuel 2:1,4).

Ana entendeu que é Deus quem exalta e quem humilha — que o homem não prevalece pela própria força. Assim como Jó, que após suportar uma prova extraordinária declarou: "Antes eu te conhecia de ouvir falar, mas agora os meus olhos te veem" (Jó 42:5). As maiores verdades só se aprendem no meio da provação.

Você vai aprender mais no tempo da provação do que no tempo da bonança. Não pense que o que está enfrentando agora é um desperdício. O deserto não é morada permanente — é escola. É a maior escola do Espírito Santo. Nem mesmo o Senhor Jesus foi poupado do deserto: "Embora sendo Filho, aprendeu a obediência por meio do que sofreu" (Hebreus 5:8).

Se o próprio Filho de Deus — obediente e submisso ao Pai por natureza — precisou aprender pelo sofrimento, quanto mais nós, cuja natureza é rebelde e obstinada. O apóstolo Paulo reconheceu isso em Romanos 7:19: "O bem que quero não faço, mas o mal que não quero esse pratico." A saída que ele encontrou foi a mesma de sempre: a graça de Deus em Cristo Jesus.

Há uma lei do reino que aprendi e peço a Deus que me dê sempre graça de lembrar: quanto mais rápido a gente aprende a lição, mais rápido sai do deserto. O povo de Israel poderia ter chegado à Terra Prometida em dias — mas passou quarenta anos errando porque murmuravam e chamavam o maná de "pão desprezível" (Números 21:5). Jesus foi ao deserto e ficou quarenta dias, porque era o Filho obediente. A diferença está na disposição de aprender.

Recentemente vivi isso na própria pele. Depois de receber duas bênçãos pelas quais orava há mais de vinte anos — a viagem a Israel e a casa própria —, fui atacado violentamente na saúde. A prova foi severa. Houve momentos em que só consegui dizer: "Senhor, se não for a Tua graça, não vou suportar." E Ele colocou a Sua mão. Ele sustentou. Cada dia mais forte, cada dia mais saudável, para a glória de Deus.

Deus não poupou Ana do deserto. Não poupou Jó, Moisés, o povo de Israel, Gideão — nem a mim, nem a você. Todos os filhos de Deus são treinados no deserto. Mas as maiores experiências com Ele acontecem exatamente ali. No deserto você vai ouvir a Sua voz, ver a Sua mão te sustentando e experimentar a Sua ação sobrenatural.

QUINTA LIÇÃO: BUSQUE A DEUS TANTO NA ADVERSIDADE QUANTO NA BONANÇA

A última lição que aprendemos com Ana é a lição da constância. Em 1 Samuel 1:10, ela ora no tempo da prova: "Ana, com amargura d'alma, orou ao Senhor e chorou abundantemente." Mas em 1 Samuel 2:1, depois de receber o milagre, ela continua orando: "O meu coração se alegra no Senhor." Ana não buscou a Deus apenas na crise — ela o buscou também na bênção.

A maioria dos crentes age diferente: no tempo da crise, chora, jejua, ora, não perde um culto. Mas quando a bênção chega, desaparece. Quando Deus faz o milagre, some. A bênção se transforma em ídolo, e o Abençoador é esquecido. Ana nos ensina o caminho contrário: ela estava mais apegada ao Dono da bênção do que à bênção em si.

É por isso que no capítulo 2 ela não diz "o meu coração se alegra na bênção" — ela diz "o meu coração se alegra no Senhor". A alegria dela estava em Deus, não no que Deus havia dado. E é essa postura que nos protege do maior perigo da prosperidade: o afastamento de Deus.

Deus não tem dificuldade alguma de nos abençoar — na saúde, no casamento, nas finanças. O desafio está em nós: nem todo mundo está preparado para a bênção. Ela pode ser mais perigosa do que o tempo da adversidade, se o coração não estiver preparado. A Bíblia nos adverte que nos últimos dias "o amor de muitos esfriará" (Mateus 24:12) — e vemos isso acontecer ao redor.

Por isso, faça um pacto com Deus como Ana fez: "Senhor, quando o Senhor me abençoar, vou continuar buscando, continuarei fervoroso na Tua presença." Vigile o seu coração. Não deixe que a bênção roube o lugar do Abençoador.

CONCLUSÃO

A história de Ana começou com joelhos dobrados, coração quebrantado e lágrimas nos olhos. E termina com um cântico de vitória ao Senhor. Começou com humilhação, com vergonha e com o peso da esterilidade — e termina com a aljava cheia e a boca transbordante de louvor.

Você também vai cantar o seu hino de vitória. Que possamos aprender a buscar o Senhor com intensidade — na prova e na bonança — e a devolver para Ele o fruto do nosso milagre. Em nome de Jesus.

Amém.

sexta-feira, abril 10, 2026

O CORAÇÃO DE UM VERDADEIRO LÍDER - JOSIVALDO OLIVEIRA

 


O CORAÇÃO DE UM VERDADEIRO LÍDER: A INTERCESSÃO DE MOISÉS

Nesta manhã (09/04/2026) de meditação na Palavra de Deus, detive-me no capítulo 27 do livro de Números. Um trecho precioso me chamou a atenção, registrado especificamente nos versículos 16 e 17, que narra a intercessão de Moisés em favor do povo de Israel.

A FALHA E A SENTENÇA

O contexto desse texto é profundo e, de certa forma, melancólico. Aqui, Deus prediz a morte de Moisés. O Senhor lhe comunica que ele seria "recolhido" ao seu povo, da mesma forma que seu irmão, Arão, o fora. O motivo dessa sentença foi a rebeldia ocorrida no deserto de Zim, quando eles feriram a rocha por duas vezes em vez de apenas falarem a ela, como o Senhor ordenara (Números 20:11-12). Aquela rocha era um símbolo, uma tipificação de Cristo, mas Moisés, em um momento de extrema irritação, agiu com as mãos quando deveria ter agido com a voz.

Usando uma linguagem atual, poderíamos dizer que Moisés estava "estressado". Ele liderava um povo de "dura cerviz", uma gente de coração endurecido, teimosa e rebelde. Por conta desse esgotamento e da ira contra a congregação, ele bateu na rocha. Como consequência, a Bíblia registra que ele e Arão não entrariam na Terra Prometida; eles a veriam de longe, mas não pisariam nela (Números 27:12-14).

UM CLAMOR POR SUCESSÃO

O que é verdadeiramente precioso nesse relato é a reação de Moisés. Mesmo sabendo que estava sendo punido e que sua jornada estava chegando ao fim, o coração desse líder não se amargurou. Ele amava tanto aquelas pessoas que, em vez de se lamentar, levantou um clamor intercessório.

Moisés orou para que Deus levantasse um sucessor à altura do chamado, alguém capaz de conduzir Israel em suas entradas e saídas, para que o povo do Senhor não ficasse à deriva. O texto sagrado registra sua prece:

"O Senhor, Deus dos espíritos de toda a carne, ponha um homem sobre esta congregação, que saia diante deles, e que entre diante deles, e que os faça sair, e que os faça entrar; para que a congregação do Senhor não seja como ovelhas que não têm pastor." (Números 27:16-17)

Essa atitude revela a estatura espiritual de Moisés. O verdadeiro líder pensa mais naqueles a quem serve do que em si mesmo. Outra pessoa, ao saber que seria punida por causa do "estresse" causado pelo povo, talvez se silenciasse ou até guardasse rancor. Mas Moisés intercedeu. Ele se importava. Ele desejava que, após a sua partida, o povo continuasse sendo guiado e conduzido pelo Senhor. Não havia nele espaço para ciúme, inveja ou ódio; havia apenas amor.

A ESCOLHA DO SUCESSOR

Deus, em Sua infinita graça, respondeu ao clamor de Moisés. A partir do versículo 18, vemos a ordem divina:

"Disse o Senhor a Moisés: Toma a Josué, filho de Num, homem em quem há o Espírito, e impõe-lhe a mão. Apresenta-o perante Eleazar, o sacerdote, e perante toda a congregação, e dá-lhe as tuas ordens na presença deles. Põe sobre ele da tua autoridade, para que lhe obedeça toda a congregação dos filhos de Israel." (Números 27:18-20)

Josué já era um servo fiel de Moisés há muitos anos. Ele era aquele que ficava do lado de fora da tenda quando Moisés entrava para buscar a presença do Senhor. Foi quem subiu parte do monte e esperou pacientemente pelo seu líder. Josué provou sua fidelidade durante mais de quatro décadas. Por isso, Deus o designou para receber as instruções e a autoridade de Moisés.

UMA LIÇÃO PARA O MINISTÉRIO

A lição que fica para todos nós que servimos a pessoas e exercemos algum tipo de liderança espiritual é clara: precisamos amar as pessoas muito mais do que a nós mesmos. Devemos amar o povo de Deus, ainda que, por vezes, ele seja teimoso, rebelde ou nos cause tristeza. O nosso coração precisa ser amoroso e intercessor. Que possamos aprender com Moisés a desejar que o povo seja sempre guiado pelo Senhor e a orar constantemente para que Deus levante novos líderes e sucessores para cuidar do Seu rebanho.

Que Deus te abençoe!



sábado, abril 04, 2026

O VERDADEIRO SENTIDO DA PÁSCOA

 


O VERDADEIRO SENTIDO DA PÁSCOA

O AMOR QUE ATRAVESSOU A MORTE

A Páscoa não começou com chocolate; ela começou com o Deus que decidiu morrer por você. Longe de ser apenas sobre coelhos, ovos ou tradições vazias, a Páscoa é a celebração de um amor tão profundo e tão vasto que foi capaz de atravessar o abismo da morte apenas para te alcançar. Como nos diz a Escritura: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16).

Enquanto muitos se perdem em símbolos passageiros, poucos compreendem a magnitude do sacrifício que o nosso Senhor Jesus consumou no Calvário. Ele não morreu por acaso, nem foi vítima das circunstâncias. Ele se entregou voluntariamente naquela cruz para carregar os nossos pecados e nos garantir o direito à eternidade (Efésios 1:7). Ali, Ele levou sobre si a nossa dor, o nosso pecado, as nossas enfermidades, maldições e mazelas, abrindo o caminho para que tivéssemos acesso à vida (Isaías 53:4-5) e, acima de tudo, acesso direto ao coração do Pai (João 14:6).

A VITÓRIA SOBRE O SEPULCRO

Mas a história não termina no peso da cruz, nem se encerra no silêncio do sepulcro. Ao terceiro dia, a Bíblia relata o evento que dividiu o tempo: o Senhor Jesus ressuscitou (Mateus 28:1-6)! E isso, meus irmãos, muda absolutamente tudo. A ressurreição é a prova definitiva de que a morte não teve a última palavra. O pecado não venceu, o mal foi derrotado e as trevas não prevaleceram (1 Coríntios 15:54-57).

A ressurreição é o selo de que ainda existe esperança para você e para mim. A Páscoa é, em sua essência, um convite — o convite amoroso de Deus estendido a cada um de nós: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei” (Mateus 11:28).

UM NOVO COMEÇO

Hoje, o Senhor Jesus continua a dizer:

— Volte para Deus. Volte para a vida. Recomece.

Ele bate à porta do seu coração (Apocalipse 3:20), oferecendo uma nova história; um relato não mais de dor, mas de esperança, amor e paz. Pois, se alguém está em Cristo, nova criatura é (2 Coríntios 5:17).

Aquele que morreu, ressuscitou! Ele está vivo e o Seu poder de transformar destinos permanece intacto. Ele deseja transformar a sua vida hoje, pois o Evangelho é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê (Romanos 1:16).


Deus te abençoe e feliz Páscoa!