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quarta-feira, julho 29, 2026

Dons Espirituais: Como Usar com Humildade, Dedicação e Alegria o Que Deus Colocou em Você – Josivaldo Oliveira

 

Dons Espirituais: Como Usar com Humildade, Dedicação e Alegria o Que Deus Colocou em Você – Josivaldo Oliveira

Uma reflexão pastoral sobre Romanos 12:3-8

Você já parou para pensar por que Deus colocou justamente aquelas habilidades em você e não outras? Por que existe gente com uma facilidade incrível para ensinar, outros que choram de compaixão diante do sofrimento alheio, e outros ainda que parecem ter as mãos abençoadas para gerar recursos e sustentar obras inteiras? Nada disso é acaso. É dom. E hoje quero conversar com você, à luz de Romanos 12:3-8, sobre como Deus distribui esses dons e, principalmente, sobre como devemos exercê-los.

Vamos ao texto:

 "Porque, pela graça que me foi dada, digo a cada um dentre vós que não pense de si mesmo além do que convém; antes, pense com moderação, segundo a medida da fé que Deus repartiu a cada um. Porque, assim como em um só corpo temos muitos membros, mas nem todos os membros têm a mesma função, assim também nós, conquanto muitos, somos um só corpo em Cristo e membros uns dos outros, tendo, porém, diferentes dons, segundo a graça que nos foi dada: se profecia, seja segundo a proporção da fé; se ministério, dediquemo-nos ao ministério; ou o que ensina, esmere-se em fazê-lo; ou o que exorta, faça-o com dedicação; o que contribui, com liberalidade; o que preside, com diligência; quem exerce misericórdia, com alegria" (Romanos 12:3-8).

Esse texto, escrito pelo apóstolo Paulo sob a inspiração do Espírito Santo, fala sobre o correto uso dos dons espirituais. E é sobre isso que quero falar com você.

O Que É um Dom?

A palavra dom vem do grego carisma. É um presente, uma dádiva dos céus. Dons são presentes que Deus nos dá em forma de capacitações espirituais, sobrenaturais — ou até mesmo aquilo que chamamos de "natural", porque Deus nos deu desde o nascimento, mas que também vem dele. Ou seja: todos os dons são dádivas de Deus, e nós os recebemos pela graça.

Ninguém recebe dom por mérito próprio. A dignidade é a dignidade de Cristo, e nós recebemos por graça de Deus. Não pagamos nada para receber os dons; nós os recebemos de forma sobrenatural, por uma dádiva do céu.

E como eu costumo dizer: todos nós temos dons — não apenas um, mas muitos, muitas habilidades que Deus nos deu. Só que esses dons não devem ser usados em nosso benefício próprio. Os dons devem ser usados para glorificar a Deus e para servir o nosso próximo. Precisamos usá-los para a edificação do irmão, para servir a nossa comunidade de fé, para servir a humanidade, para servir aqueles que estão próximos de nós — e hoje, com a tecnologia, até quem está distante pode se tornar próximo.

É sobre o uso correto dos dons que Paulo trata neste texto. E ele começa dizendo: "porque pela graça que me foi dada" — reconhecendo que os dons que fluíam nele vinham da graça que havia recebido de Deus. Graça significa favor imerecido. Nós não merecemos, mas porque estamos em Cristo, e pela dignidade de Cristo, nós recebemos.

Primeiro Princípio: Exercer os Dons com Humildade

A primeira coisa que precisamos entender sobre o exercício dos dons é que eles precisam ser exercidos com humildade. Paulo diz: "não penseis de si mesmos além do que convém, mas pensem com moderação, com equilíbrio."

Isso não significa pensarmos que somos "pobres coitadinhos", que não temos valor nenhum. Não podemos pensar assim, porque se não tivéssemos valor, o Senhor Jesus não teria dado a sua vida preciosa por nós, nem o seu precioso sangue. A própria Palavra de Deus, nas palavras do próprio Senhor Jesus, diz que valemos muito mais do que as aves, e Paulo nos ensina que Deus se importa muito mais conosco do que com os bois. Então é claro que temos valor.

Mas, ao mesmo tempo, também não podemos pensar que somos, como dizem os mais jovens hoje, "a última água do deserto" ou "a última bolacha do pacote". Paulo nos ensina a pensar sobre nós mesmos com moderação, com equilíbrio, entendendo que temos valor, mas que esse valor está atrelado ao fato de termos Jesus em nossas vidas. É o valor que Deus nos atribui.

Devemos exercer os nossos dons com essa moderação, com esse equilíbrio, com essa humildade, reconhecendo que o que temos veio de Deus. Os dons que possuímos, foi Deus quem nos deu. Não é fruto do nosso mérito — é simplesmente graça de Deus operando sobre nós.

A Medida da Fé que Deus Repartiu

Paulo continua dizendo que cada um recebeu "segundo a medida da fé que Deus repartiu". Deus compartilha uma medida de fé para cada um de nós. Há pessoas que têm uma medida de fé para a salvação de familiares, outras para operar milagres, outras para prosperar em um nível maior do que os demais. Há quem tenha um nível de fé para orar por milagres, e há quem tenha um nível de fé para suportar, por muito tempo, provações, intempéries e dificuldades. A cada um, Deus repartiu uma medida e um tipo de fé.

Somos Um Só Corpo, mas com Funções Diferentes

No versículo 4, Paulo faz uma comparação belíssima: "porque, assim como em um só corpo temos muitos membros, mas nem todos os membros têm a mesma função, assim também nós, conquanto muitos, somos um só corpo em Cristo e membros uns dos outros."

Paulo compara a igreja com o corpo humano, mostrando que a igreja é o corpo de Cristo. Em um corpo, cada parte tem a sua função: a mão tem uma função, os pés têm uma função, os olhos, a boca, os ouvidos — cada um com seu papel. Até os órgãos escondidos dentro de nós, que não são visíveis, como o cérebro, o coração e o fígado, são extremamente importantes e úteis — muitas vezes mais até do que aqueles que são visíveis. O cérebro, por exemplo, é muito mais importante do que a mão, embora não seja visível.

Assim também no corpo de Cristo: cada dom tem a sua importância. Não existe dom que não seja útil, que não seja necessário no reino de Deus. E precisamos exercer os nossos dons com humildade, para a glória de Deus e para a edificação dos nossos irmãos, para servir a nossa comunidade.

Então eu pergunto a você: quais são os dons que Deus te deu? Quais são as habilidades que você carrega? Qual é a unção que você carrega sobre a sua vida? Você precisa pegar tudo isso e colocar à disposição do reino de Deus.

Os Dons São Para Servir, Não Para Enriquecer a Si Mesmo

Talvez você tenha uma paixão por jovens, e queime no seu coração o desejo de trabalhar com eles — Deus está te capacitando para isso. Talvez outras pessoas tenham o coração ardendo por crianças, principalmente crianças em situação de vulnerabilidade — e Deus está movendo esse coração, capacitando, dando dons.

Há pessoas que receberam de Deus o dom de fazer dinheiro para investir no reino, na obra missionária. A Bíblia diz, em Deuteronômio 8:18 "antes, lembrar-te-ás do Senhor teu Deus, porque é ele que te dá poder para adquirir riquezas — outras versões traduzem: "é ele que te dá habilidade para adquirir riquezas." Deus dá a algumas pessoas habilidade para adquirir riquezas. Ele quer que todos os seus servos sejam supridos, que tenham sustento e provisão. Mas existem servos de Deus que, além da provisão, recebem uma habilidade especial para tocar em dinheiro e fazê-lo prosperar — como na figura mitológica do "toque de Midas", em que tudo que aquele ser tocava virava ouro. Usando uma expressão que a minha pastora, Pastora Neide, costuma usar: "o dinheiro dessas pessoas pare."

Mas para que serve esse dom? Não é para a pessoa simplesmente acumular riquezas e bens. É para que ela seja instrumento de Deus para abençoar pessoas, gerar empregos para muitos pais de família, abençoar projetos do reino, abrir centros de treinamento cristão, investir em escolas cristãs, em centros de recuperação, em obras missionárias nos países onde o evangelho é perseguido — nos países da chamada "janela 10/40" — e investir na igreja local, para que a obra avance e prospere. Como diz a Palavra de Deus, em Eclesiastes 10:19 o dinheiro responde a tudo.

O Testemunho de George Müller

Quantas pessoas podem ser beneficiadas por um centro de recuperação para dependentes químicos, patrocinado por um empresário ou uma empresária de Deus, que o abastece com médicos cristãos, psicólogos cristãos e pregadores ministrando constantemente, dando a essas pessoas uma nova oportunidade? Ou como um orfanato cristão que cuida de muitas crianças — como na biografia de George Müller.

Se você não conhece a história de George Müller, vale a pena conhecer. Foi um homem de fé, um homem de oração, em cujo coração Deus colocou o propósito de criar um orfanato cristão para crianças. Ele sustentou crianças por muitos anos — chegou a cuidar de mais de 10 mil crianças, que foram ministradas, cuidadas e alimentadas. Muitas vezes Deus usou pessoas, inclusive empresários, para abençoar aquele trabalho.

Müller decidiu viver pela fé. Muitas vezes ele orava a Deus sem ter comida, sem ter nada. Montava os pratos na mesa para as crianças e dizia: "Crianças, vamos orar, agradecendo a Deus pelo pão de cada dia" — mesmo sem ter pão nenhum preparado. E, de repente, no meio daquela oração, com a mesa já posta mas vazia, batiam à porta. Alguém dizia: "Sou dono de uma padaria, e os pães de hoje passaram um pouco do ponto, não vão dar para vender. Gostaria de doar. Você aceita?" E aceitavam. Vinha outro e dizia: "Queremos doar leite." Pessoas com recursos eram movidas por Deus através daquela oração, muitas vezes sem sequer conhecer a necessidade do orfanato, e supriam tudo.

Müller registrava todas as suas orações, e teve mais de 5 mil orações respondidas documentadas. Deus levanta homens e mulheres de negócios, grandes empreendedores do reino, com o propósito de abençoar essas obras.

Então, talvez o seu dom seja fazer dinheiro — para você investir. Talvez o seu coração queime por cuidar de crianças, e Deus vai te dar o dom para isso. Talvez seu coração queime por trabalhar com jovens, e Deus vai te dar a habilidade para falar a linguagem deles e alcançá-los para Jesus. Talvez queime por alcançar pessoas presas ao vício das drogas, e Deus vai te capacitar para isso. Cada dom que Deus dá é para servir a uma pessoa, a um grupo, a uma comunidade. É para servir a humanidade e para a glória de Deus. Quem dá o dom é Deus, e quem capacita é Deus. Claro que cabe a nós usá-lo de forma devida, mas quem dá é o Senhor.

Quando não usamos o dom que recebemos, a igreja não é beneficiada como deveria ser.

Viva Acima das Críticas e dos Elogios

Se você foi chamado para exercer o seu dom em uma área específica, exerça — mesmo que enfrente desafios, mesmo que haja dificuldade.

Há algumas semanas eu preguei uma palavra e disse o seguinte: precisamos fazer o que Deus nos chamou para fazer com fidelidade, independentemente de sermos aplaudidos ou criticados. Às vezes as pessoas vão nos elogiar pelo que estamos fazendo; outras vezes vão nos criticar pela mesma coisa. Os mesmos que ovacionaram Jesus numa semana, dizendo "bendito o que vem em nome do Senhor", na semana seguinte gritaram: "crucifica-o, crucifica-o!"

Precisamos viver acima das críticas e dos elogios. Precisamos estabilizar o nosso coração nisso. Se temos convicção de que Deus nos chamou para exercer aquele ministério, que ele nos deu os dons e nos capacitou, então, independentemente das críticas ou dos desafios que sofrermos, precisamos continuar. E mesmo quando recebemos elogios, não podemos ser movidos por eles. Precisamos ser movidos pela convicção do chamado, pela convicção do propósito.

Às vezes eu prego uma mensagem e a publico — às vezes a mensagem inteira, de cerca de 50 minutos, às vezes em cortes menores que minha filha Carol edita para mim. E as reações são muito diferentes diante da mesma mensagem. Há pessoas que dizem: "que palavra abençoada, fui ministrado." E há pessoas que me ofendem. Um dia alguém comentou nas redes sociais que eu era sócio do diabo. Outro dia, alguém perguntou, querendo insinuar que eu não trabalhava por ser pastor: "você trabalha com o quê, afinal?"

As pessoas fazem os seus comentários, mas eu preciso viver acima das críticas e dos elogios. Preciso ter convicção do que Deus me chamou e continuar fazendo aquilo, independentemente de ser aplaudido ou criticado. Se a crítica vem de pessoas que me amam, que me respeitam e que querem o meu bem, eu posso avaliar se há algum fundo de verdade ali, para o meu crescimento. Isso é possível e saudável. Mas se a crítica vem de alguém que não contribui em nada com o meu chamado e o meu ministério, e cuja intenção é claramente nos derrubar, nos destruir — essa crítica a gente deixa passar.

O mesmo vale para o elogio. A Bíblia diz que o coração do homem é provado pelos elogios que recebe (Provérbios 27:21). Não podemos guardar o elogio no coração até ficarmos inflados, inchados, orgulhosos. Se alguém nos elogia com sinceridade, agradecemos — e, no coração, atribuímos aquele elogio a Deus: "Senhor, obrigado, porque sei que de mim não vem nada; é pela tua graça. Se preguei e alguém foi abençoado, se ministrei e alguém foi curado, se fiz alguma coisa, é a tua graça. A ti dou a glória." E se o elogio é bajulação para nos derrubar mais tarde, também deixamos passar.

No exercício do nosso dom, não podemos ser movidos nem pela crítica, nem pelo elogio. Haverá pessoas que nos elogiarão, pessoas que nos criticarão, e até as mesmas pessoas, em momentos diferentes, farão as duas coisas. Mas precisamos estar acima disso tudo, com a convicção de que Deus nos chamou para fazer o que estamos fazendo, e que ele nos deu os dons e a capacidade para isso. Nosso chamado é ser fiéis a Deus, independentemente dos desafios.

Os Diferentes Dons Mencionados por Paulo

Em Romanos 12:5-8, Paulo escreve: "assim também nós, conquanto muitos, somos um só corpo em Cristo e membros uns dos outros, tendo, porém, diferentes dons, segundo a graça que nos foi dada." Mais uma vez ele reforça que os dons são segundo a graça — não é mérito. Porque há quem, ao receber um dom de Deus, acha que o recebeu por ser muito santo, muito piedoso. Não. Dom é graça. Dom é favor imerecido. E por isso o dom, em si, não é sinônimo de espiritualidade.

Basta olhar para a igreja de Corinto: era uma igreja cheia de dons, mas extremamente carnal. Basta ler as cartas de Paulo aos Coríntios, especialmente o capítulo 3 da primeira epístola, para perceber isso. Dons não são sinônimo de espiritualidade, porque dons são graça — não é porque a pessoa merece. Mas podemos, sim, exercer esses dons com maturidade, com espiritualidade, com reverência, com temor e com fidelidade.

A partir daqui, Paulo relaciona diferentes dons e como cada um deve ser exercido:

Profecia — "segundo a proporção da fé". É o dom da palavra, da pregação, de usar a voz para proclamar a mensagem de Deus — seja uma palavra revelada naquele momento, específica, de conselho, de orientação ou de exortação, seja a própria exposição da Palavra de Deus. Aquele que recebeu esse dom deve usá-lo para proclamar a mensagem de Deus tal como ela é. Como Deus me deu o dom da pregação e do ensino, estou aqui fazendo isso agora — ministrando, pregando, exortando, encorajando os amados pela palavra do Senhor. Precisamos exercer esse dom segundo a proporção da fé que recebemos.

Ministério — "dediquemo-nos ao ministério". A palavra ministério significa serviço. Um ministro é um servo. O termo original em grego se referia ao servo mais baixo, aquele que ficava no porão do navio, remando — colocado ali quase como uma sentença de morte, remando para que o navio chegasse ao destino. Hoje, quando falamos "ministro", parece algo pomposo, importante, mas a palavra original designa esse servo humilde. O ministério é, portanto, um serviço: você recebeu algo para executar. A Bíblia diz que o maior é aquele que serve. Se você recebeu o dom de cozinhar, por exemplo, que graça há em cozinhar apenas para você? A graça está em cozinhar também para os outros. Assim como um amigo que gosta de fazer churrasco convida todos para servi-los com aquilo que sabe fazer. Todo dom existe para você servir. Quem recebeu o dom do serviço deve se dedicar a ele com disposição.

Ensino — "esmere-se em fazê-lo". Quem recebeu o dom do ensino precisa se dedicar a ler, a estudar, a compreender com mais precisão a Palavra de Deus — porque não se pode ensinar aquilo que não se aprendeu antes.

Exortação — "faça-o com dedicação". Exortar é encorajar. Você já deve ter percebido que, nestes últimos domingos, tenho ministrado muitas palavras de encorajamento. Às quintas-feiras à noite tenho ministrado mais palavras de ensino, e aos domingos à noite, ultimamente, mais palavras de encorajamento. O Senhor colocou isso no meu coração para este tempo, porque muitos irmãos estavam abatidos diante de tantas circunstâncias, e o Senhor tem me dado palavras para levantá-los. Neste domingo, por exemplo, trouxe uma palavra de Isaías 40:28-31, sobre a renovação das forças, com o tema "Deus te dará forças" — porque sabemos que os desafios são grandes.

Exortar é encorajar, é animar aquele que está abatido, frio na fé, que precisa ser reerguido. Foi o ministério que o próprio Jesus exerceu: a profecia de Isaías dizia que o Messias não apagaria o pavio fumegante, nem quebraria a cana rachada. O pavio quase apagado, com apenas um fiapo de fumaça — Jesus não terminaria de apagá-lo, mas o acenderia novamente. A cana rachada, que já não emitia som — espécie de flauta — Jesus não a quebraria de vez, mas a restauraria para que voltasse a soar. Assim, no ministério da exortação, nós também levantamos aqueles que estão caídos, pela graça e pela unção de Deus em nós: animamos, encorajamos, exortamos.

E, na verdade, todo dom, todo ministério, precisa ser exercido com dedicação. Se você foi chamado para liderar uma célula, lidere com dedicação. Se foi chamado para cuidar de crianças, cuide com dedicação. Se foi chamado para cuidar de jovens, faça-o com dedicação. Se foi chamado para ganhar dinheiro e patrocinar a obra de Deus, faça isso com dedicação. Se foi chamado para restaurar famílias e casamentos, faça isso com dedicação. Seja qual for o chamado, faça-o com dedicação.

Contribuição — "com liberalidade". Todo crente deve contribuir financeiramente com a obra de Deus. Mas, como já mencionei, existem pessoas às quais Deus dá habilidade especial para adquirir riquezas (Deuteronômio 8:18). Se você recebeu de Deus o dom de contribuir, de investir na obra de forma mais abundante, o texto diz que você deve fazer isso com liberalidade — uma generosidade extravagante, abundante, porque o seu dinheiro vai abençoar muitas pessoas.

Liderança — "com diligência". Presidir, aqui, no sentido de liderar, de estar à frente de um trabalho — seja uma célula, uma rede de jovens, uma rede de mulheres, um departamento, a sua própria casa e família, ou até a sua empresa. Se você exerce liderança, deve fazê-lo com diligência — que é trabalho árduo, intenso, muitas vezes extenuante e cansativo, mas necessário.

Misericórdia — "com alegria". É a compaixão, a empatia sobrenatural de se colocar no lugar de quem sofre, de quem precisa de assistência da parte de Deus através da sua vida. Quem exerce esse dom deve fazê-lo com alegria, não como fardo ou peso. A Bíblia diz que a misericórdia é uma semente: Jesus disse que bem-aventurados são os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. Se plantarmos a semente da misericórdia, colheremos misericórdia quando precisarmos dela.

Cumpra o Seu Chamado

Quero dizer uma coisa para você: você foi chamado por Deus. Digo isso com toda certeza e convicção — você recebeu de Deus um chamado. Ele colocou em você muitos dons. Não apenas um, não apenas dois, mas muitos dons, muitas habilidades, muito potencial para fazer coisas grandes.

E o que você precisa dizer é: "Senhor, eis-me aqui, usa-me como teu instrumento." Se você fizer isso, Deus vai te usar poderosamente. Pessoas serão salvas através da sua vida. Pessoas serão abençoadas, restauradas. Casamentos serão transformados. Pessoas serão curadas — não apenas fisicamente, mas na alma, na emoção, na mente — através da sua vida. Pessoas serão alimentadas. Pessoas encontrarão um novo destino, um novo futuro, uma nova perspectiva de vida a partir da sua vida.

E o que você precisa fazer? Exercer os seus dons. Exercer os dons que Deus te deu, simplesmente acima das críticas, dos elogios e das dificuldades. Cumpra o seu chamado, e deixe Deus te usar para coisas extraordinárias, em nome de Jesus.

 

quarta-feira, setembro 25, 2024

A Importância de Adorarmos Juntos

 

A Importância de Adorarmos Juntos

Por Josivaldo Oliveira

Por que é importante que expressemos o nosso amor a Deus? Não se trata apenas de uma expressão individual, mas também coletiva, como igreja, como povo de Deus reunido em um lugar para demonstrar nosso amor por Ele. Mas por que isso é tão essencial?

Primeiro, porque fomos criados para amar a Deus e ser amados por Ele.
Em 1 João 4:19, o apóstolo João nos ensina: "Nós amamos porque ele nos amou primeiro." Nossa adoração é, na verdade, uma resposta a esse amor divino.

Em Efésios 1:4, lemos que Deus nos escolheu em Cristo antes da criação do mundo. Pense nisso: antes de Deus criar o universo, as galáxias, as estrelas e cada planeta que existe, Ele já havia nos escolhido em Cristo. Isso significa que você não é obra do acaso; você é o fruto dos sonhos de Deus. Ele idealizou, sonhou e planejou você. Deus escolheu você como servo e filho d’Ele, para fazer parte da família espiritual, a igreja, desde antes da fundação do mundo.

O versículo continua dizendo que fomos escolhidos para sermos santos e irrepreensíveis na sua presença. E o verso 5 nos lembra que, em amor, Ele nos predestinou para sermos adotados como filhos, por meio de Jesus Cristo, conforme o propósito de sua vontade. Antes mesmo que os seus pais sonhassem com a sua chegada, Deus já havia te escolhido. Você nasceu sob um propósito divino.

Predestinados em Amor

Quando a Bíblia fala em predestinação, refere-se a Deus ter determinado nosso destino em amor antes mesmo de nascermos. Fomos predestinados para ser adotados como filhos de Deus, fazendo parte da família espiritual que é a igreja. A igreja é a família de Deus na Terra, e o sonho de Deus é ter uma família de muitos filhos semelhantes a Jesus. Nós o amamos porque Ele nos amou primeiro e nos adotou em sua família por meio desse amor.

Tudo Vem de Deus

Por que devemos expressar esse amor através da adoração? Porque tudo vem de Deus. Em Romanos 11:36, lemos: "Porque dele, e por ele, e para ele são todas as coisas. Glória, pois, a ele eternamente. Amém." Tudo que temos e somos vem de Deus, e é por isso que devemos adorá-lo com todo nosso ser.

Em 1 Crônicas 29:14, Davi, ao oferecer grandes riquezas para a construção do Templo, expressa algo profundo: “Tudo vem de ti, e nós apenas te damos o que vem das tuas mãos.” Davi reconhece que, se não fosse por Deus, ele e o povo de Israel não teriam nada para oferecer. Eles só podiam dar porque Deus havia dado primeiro. Esse é o coração da adoração: reconhecer que tudo vem de Deus e que estamos apenas devolvendo a Ele aquilo que já é d’Ele.

Adoração Transforma Nossa Perspectiva

Quando adoramos a Deus, especialmente em comunidade, nossa perspectiva de vida muda. Ao glorificar a Deus junto com a congregação, seja em um culto de celebração no domingo, em uma reunião de quarta-feira, ou em pequenos grupos durante a semana, algo dentro de nós se transforma. Nossas visões sobre a vida, as circunstâncias e até os problemas que enfrentamos são renovadas pela presença de Deus.

A adoração coletiva tem esse poder: ela nos reorienta, nos fortalece e nos faz lembrar de quem somos e de quem Deus é. Isso é fundamental para que possamos viver de acordo com o propósito que Ele nos deu desde antes da criação do mundo.

A Transformação pela Adoração

A Bíblia nos fala sobre Asafe, no Salmo 73, quando ele começa a observar os ímpios. Ele vê as perversidades que eles cometem e, ainda assim, parece que nada de ruim lhes acontece. Asafe olha para esses que fazem coisas terríveis, e aparentemente prosperam, o que o deixa angustiado. Ele confessa: "Quanto a mim, quase me desviei, quase meus pés escorregaram, quando observei a prosperidade dos ímpios."

No entanto, algo aconteceu na vida de Asafe. A Bíblia diz que ele entrou no santuário de Deus, no templo, para adorar. E quando ele entrou ali, sua perspectiva sobre a vida, sobre as circunstâncias e sobre o destino final dos ímpios foi completamente transformada.

O Salmo 73, versos 16 e 17, diz: "Quando tentei entender tudo isso, achei muito difícil para mim, até que entrei no santuário de Deus; então compreendi o destino dos ímpios." Quando foi que Asafe compreendeu? Quando sua perspectiva mudou? Quando ele entrou no templo, no santuário, para adorar. É na adoração que nossa visão é ajustada.

A Perspectiva que Muda na Adoração

Muitas vezes, estamos passando por situações difíceis, sem saber que decisão tomar. Aparentemente, estamos num beco sem saída. Mas, quando viemos ao culto, para adorar a Deus junto com nossos irmãos, algo acontece. No momento da adoração, na palavra liberada do altar, recebemos uma instrução divina, um direcionamento, uma paz que invade nosso coração. E saímos desse ambiente com a resposta que precisávamos. A nossa perspectiva muda.

O Poder da Adoração Coletiva

O que precisamos entender como igreja é que a adoração, especialmente a adoração coletiva, nos fortalece. Quando expressamos nosso amor a Deus juntos, Ele renova nossas forças. Salmo 18, versos 28 a 35, diz: "Tu, Senhor, manténs a minha lâmpada acesa; o meu Deus transforma em luz as minhas trevas." Naquele tempo, as lâmpadas eram alimentadas por azeite. A lâmpada só permanecia acesa se o azeite fosse continuamente renovado. Assim, Deus é quem mantém acesa a lâmpada da nossa vida, não permitindo que a luz se apague.

Davi continua: "Com teu auxílio, posso atacar uma tropa; com o meu Deus, posso saltar muralhas." Ele reconhece que é o Senhor quem reveste de força e torna perfeito o caminho dos que nele confiam.

Qual Adoração Deus Deseja?

Mas qual é o tipo de adoração que Deus deseja? Que tipo de adoração Ele anseia receber de nós? É uma adoração de todo o coração. Quando adoramos a Deus completamente, sem reservas, experimentamos algo extraordinário da parte d’Ele. A Bíblia nos mostra que o Senhor prospera aqueles que o buscam de todo o coração.

Em 2 Crônicas 31:21, lemos sobre o Rei Ezequias: "Em tudo o que ele empreendeu no serviço do templo de Deus, e na obediência à lei e aos mandamentos, ele buscou o seu Deus e trabalhou de todo o coração; e assim ele prosperou." O segredo da prosperidade de Ezequias foi buscar a Deus de todo o coração. E porque ele o fez, Deus abençoou seus caminhos e lhe deu êxito.

O Sacrifício de Adorar

Queridos, precisamos adorar a Deus de todo o coração. Isso inclui até mesmo os pequenos sacrifícios que fazemos para vir à reunião da igreja. O simples fato de você se levantar, se preparar, tomar banho, escolher uma roupa e sair de casa para adorar a Deus junto com seus irmãos já é um ato de adoração. Cada gesto, por menor que pareça, é uma oferta agradável ao Senhor.

Esse sacrifício de tempo, de esforço, de sair da sua rotina, é um ato de adoração que Deus aceita. Quando você se reúne com seus irmãos para louvar, Ele se agrada desse sacrifício. Portanto, quando nos colocamos diante do Senhor, com todo o nosso coração, Ele nos renova e nos fortalece.

A Verdadeira Adoração

Em Isaías 29:13, a Bíblia diz: "Este povo se aproxima de mim com a boca e me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. Sua adoração a mim é feita apenas de regras ensinadas por homens."

Isaías denuncia a adoração vazia, uma adoração que é apenas cerimonial, um ritual sem vida, sem coração. Deus não aceita esse tipo de adoração. O que Ele deseja é que nossa adoração venha do fundo do nosso coração, com entrega total, com toda a busca da nossa alma. Por isso, o maior mandamento é claro: "Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma, de todo o seu entendimento e de todas as suas forças." (Marcos 12:30) Esse é o culto que Deus espera de nós.

Adoração Ritualística

Infelizmente, muitos acabam caindo na armadilha de uma adoração vazia, ritualística, sem realmente se conectar com Deus. É por isso que é tão importante renovar nosso repertório de louvores, para que não cantemos apenas por costume, mas para que reflitamos na letra das canções e realmente nos entreguemos a uma adoração verdadeira.

Muitas vezes, parece que há preguiça em expressar nossa adoração diante de Deus. Preguiça de levantar as mãos, de abrir a boca, de expressar o louvor. No entanto, quando estamos diante de algo que amamos — como um jogo de futebol, por exemplo —, nossa reação é totalmente diferente. Quando nosso time faz um gol, mesmo a pessoa mais reservada grita, pula, se emociona. Mas por que não temos o mesmo fervor diante da presença de Deus? Onde está a nossa paixão quando estamos na congregação do Senhor?

O Perigo da Adoração Vazia

Queridos, não podemos nos contentar com uma adoração ritualística. Deus quer que nossa adoração seja de todo o coração. O profeta Isaías traz essa advertência clara: "Este povo se aproxima de mim com a boca, me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim." A adoração que é apenas uma repetição de regras humanas não agrada a Deus. Ele deseja mais, Ele deseja uma entrega total, uma adoração verdadeira.

A palavra de Deus através de Isaías se aplica a nós hoje. Qual é a adoração que Deus aceita? É aquela que vem de um coração sincero, que o busca em espírito e em verdade. Jesus nos ensina isso quando fala com a mulher samaritana, em João 4:23-24. Ele diz: "Está chegando a hora, e de fato já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade. São estes os adoradores que o Pai procura."

O que Deus Busca em Seus Adoradores

Deus está à procura de verdadeiros adoradores, não de uma adoração superficial. Ele quer aqueles que adoram com todo o coração, em espírito e em verdade. Adorar a Deus em espírito significa que nossa adoração é espiritual, é uma entrega completa de quem somos. E adorar em verdade significa que nossa adoração é baseada na verdade da palavra de Deus, sem falsidade, sem máscaras.

A adoração não é algo que apenas assistimos. Ela exige nossa participação, nossa dedicação total. Precisamos de um lugar regular para adorar junto com nossos irmãos, um ambiente onde possamos nos entregar completamente a Deus.

A Alegria de Ir à Casa do Senhor

O Salmo 122 começa com a expressão: "Alegrei-me quando me disseram: vamos à casa do Senhor." No entanto, não é assim que acontece com todos os cristãos. Alguns, ao serem convidados para irem à casa do Senhor, ficam chateados. Quando você convida, parece que incomoda, não é verdade? A resposta de muitos é: "Ah, pastor, eu tenho coisas mais importantes para fazer. O senhor não sabe que eu tenho compromissos?" Isso reflete a realidade de muitos crentes nos dias de hoje, que veem a congregação como algo sem importância.

Mas a verdade é que deveríamos nos alegrar, assim como o salmista, que disse: "Alegrei-me quando me disseram: vamos à casa do Senhor." Ir à congregação não é um peso, é um privilégio!

Adoração é Participação, Não Apenas Assistência

Muitos participam do culto online, mas apenas assistem, sem realmente se envolver. Queridos, assistir não é adorar. Quando você está presente num culto, participe! Levante-se, ore junto, abra a Bíblia e leia com o pregador. Não é apenas sobre estar presente fisicamente, mas sobre estar envolvido espiritualmente. Mesmo na célula, você deve louvar, adorar, e se entregar a Deus com o coração cheio de fé.

Você não foi chamado para ser um mero espectador. Deus te chamou para prestar culto a Ele! Então, mesmo que você esteja na célula, entregue o seu melhor na adoração. "Glória a Deus!" 

A Importância da Congregação Regular

Deus deseja que você adore junto com os outros irmãos, pelo menos uma vez por semana. O crente precisa congregar, se reunir com os outros para renovar as suas forças espirituais e começar uma nova semana fortalecido na presença de Deus. Se você sente que não precisa disso, cuidado! O orgulho pode estar se infiltrando no seu coração.

Lembre-se do que a Bíblia diz em Atos 20:7: "No primeiro dia da semana, reunimo-nos para partir o pão..." Paulo pregava até meia-noite! Que culto de avivamento era aquele, em que as pessoas permaneciam até tarde buscando mais de Deus? Hoje em dia, muitos já estão olhando para o relógio após uma hora de culto. Será que estamos com a mesma sede de Deus?

A Congregação Fortalece a Comunhão

Em Atos 5:42, lemos que "todos os dias, no templo e de casa em casa, não cessavam de ensinar e proclamar que Jesus é o Cristo." Todos os dias, eles se reuniam para adorar e aprender. Claro, nem todos podem estar presentes nas reuniões da igreja todos os dias, mas precisamos, no mínimo, de uma vez por semana para estarmos juntos como congregação, fortalecendo nossa fé e buscando a Deus em comunhão.

Se começarmos a achar que não precisamos mais disso, que já sabemos o suficiente da Bíblia ou que não precisamos mais nos congregar, isso é sinal de orgulho. Quanto mais distantes ficamos da congregação, maior será o risco de nos afastarmos de Deus.

Sete Maneiras Práticas de Adorar a Deus

"Ouça e responda à Palavra de Deus."

A primeira maneira prática de adorar a Deus é ouvir e responder à Palavra de Deus. Em Deuteronômio 31:12, está escrito:

"Reúna o povo, homens, mulheres e crianças, e também os estrangeiros que moram nas cidades de vocês, para que ouçam e aprendam a temer o Senhor, o seu Deus, e cuidem de obedecer a todas as palavras desta lei." (Grifo meu)

O que isso significa? Deus nos chama para reunir o povo, para que todos — homens, mulheres, crianças e estrangeiros — ouçam a Palavra. E não é apenas para ouvir, mas para aprender a temer o Senhor e obedecer à Sua lei. Essa é uma das formas mais práticas de adorar a Deus: ouvir e responder à Palavra.

Eu estou aqui como um semeador da Palavra, apenas transmitindo a mensagem que Deus colocou no meu coração. Talvez alguns fiquem incomodados, talvez a mensagem atinja um ponto sensível, mas isso é parte do processo. Quando a Palavra de Deus nos desafia, é nossa responsabilidade responder com um coração disposto a mudar.

A Responsabilidade de Praticar a Palavra

Como Jesus disse em João 13:17: "Agora que vocês sabem estas coisas, felizes serão se as praticarem."

Não adianta apenas saber a Palavra, é necessário praticá-la. Cada vez que aprendemos algo novo de Deus, nossa responsabilidade aumenta. Melhor seria não conhecer do que conhecer e não praticar! A verdadeira adoração acontece quando obedecemos e aplicamos os ensinamentos que recebemos. Quando você sai de um culto, você deve sair com uma direção clara de Deus para sua vida, para sua semana.

O Salmo 85:8 reforça isso: "Eu ouvirei o que Deus, o Senhor, disser; Ele promete paz ao Seu povo, aos Seus fiéis." Ouvir a voz de Deus é um ato de adoração. E não apenas ouvir, mas responder ao que Deus nos diz.

O Louvor como Parte Essencial da Adoração

A adoração também acontece quando cantamos juntos, de coração, ao Senhor. O Salmo 32:11 diz: "Alegrem-se no Senhor e exultem, vocês que são justos! Cantem de alegria, todos vocês que são retos de coração!"

O louvor não é apenas uma preparação para a pregação, como muitos pensam. Não é um "pré-aquecimento". O louvor é uma parte essencial do culto, e ele é o nosso presente para Deus. A pregação é o presente de Deus para nós, mas o louvor é o que nós entregamos a Ele. Por isso, vale a pena se esforçar para participar plenamente desse momento, dando o seu melhor.

Chegar Cedo para Adorar

Algo que precisamos melhorar é a questão do horário. Por que tantos chegam atrasados ao culto? Não é porque o culto começa muito cedo, porque mesmo em cultos que começam às 22h, como os de virada de ano, ainda vemos pessoas chegando cinco minutos antes da meia-noite. Precisamos valorizar o tempo de adoração, estar presentes desde o início, dando o nosso melhor para Deus.

Eu entendo que muitos trabalham fora, que as donas de casa têm suas responsabilidades ininterruptas, mas nós podemos nos programar. Se sabemos que demoramos para nos arrumar, comecemos mais cedo. Se o culto começa às 18h, esteja preparado para adorar antes disso. O esforço para estar presente e adorar junto com os irmãos vale a pena.

A verdadeira adoração envolve entrega, disposição e compromisso. Devemos nos esforçar para dar o nosso melhor a Deus, desde a preparação para o culto até a participação ativa no louvor e na Palavra.

O Valor de Chegar Cedo para Adorar

Se você sabe que demora para se arrumar, então comece mais cedo. Se o culto é às 18h, comece a se preparar às 16h, para que às 18h você esteja presente e pronto para dar o seu louvor a Deus. Não pense que deve chegar apenas na hora da pregação.  Você tem que dar o seu louvor a Deus antes. O louvor é o seu presente para Ele.

Quando louvamos juntos, algo muda em nosso coração. A música e o amor caminham juntos. A música é um presente que Deus nos deu para expressar nossas emoções para Ele. 

A Força da Oração Coletiva

Outra maneira prática de adorar a Deus é conversar com Deus junto com os irmãos, em oração. Claro que você pode e deve orar sozinho, mas há um poder maior quando oramos juntos. As respostas vêm mais rapidamente quando a igreja ora unida.

Lembre-se de Atos 1:14, onde está escrito: "Todos eles se reuniam sempre em oração, com as mulheres, inclusive Maria, a mãe de Jesus, e com os irmãos de Jesus." Veja, Maria, a mãe de Jesus, e os irmãos d'Ele, como Tiago e Judas, estavam lá, orando juntos. Eles se reuniam sempre para orar, e não apenas de vez em quando.

Qual foi o resultado dessa união em oração? Em Atos 2, o Espírito Santo desceu sobre eles como línguas de fogo. Um grande avivamento começou, e três mil almas se converteram naquele dia. Mais tarde, outras cinco mil almas foram alcançadas, e a igreja cresceu de forma extraordinária. Tudo isso porque aqueles irmãos se reuniam para orar.

O Poder da Oração Coletiva

Há poder na oração individual, sim, mas a oração coletiva traz respostas mais rápidas e um derramar de poder sobre a igreja. Precisamos nos reunir como igreja, buscar a Deus juntos, renovar nosso compromisso com Ele, e fortalecer nossa aliança com o Senhor.

Romanos 12:1 nos lembra: "Portanto, irmãos, rogo-lhes pelas misericórdias de Deus que se ofereçam em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus; este é o culto racional de vocês." Oferecer-se a Deus como sacrifício vivo é um ato de adoração.

O Sacrifício Vivo

O ato de sair da sua casa e vir para o culto é, de certa forma, um sacrifício. Talvez você tenha tido uma semana cansativa e tudo o que deseja é descansar. Colocar os pés para cima, ligar a televisão, assistir algo leve... Mas, ao invés disso, você escolheu fazer o esforço de estar no culto da igreja. Você investiu seu tempo, seu dinheiro — seja no combustível, na preparação, no deslocamento — e tudo isso é parte do sacrifício que você oferece a Deus.

O sacrifício vivo que Paulo menciona é o esforço de consagrar-se a Deus, de entregar-se totalmente, de estar presente na casa de Oração. Esse sacrifício é santo e agradável a Deus.

"Sacrifício vivo!" Esse é o culto racional, um culto inteligente, mas que envolve sacrifício. E esse sacrifício é o que torna a adoração plena.

A Prática de Adorar Através da Oferta

Uma forma prática de adoração é ofertar a Deus aquilo que Ele já nos deu. Como está escrito em 1 Crônicas 29:14: “Tudo vem de Ti, e nós apenas te damos o que vem das tuas mãos.” Veja só, tudo vem de Deus, e nós apenas devolvemos o que já é d'Ele. Quando você entrega algo a Deus — seja uma oferta, o dízimo ou as primícias —, isso é um ato de adoração, pois você está reconhecendo que tudo vem das mãos d'Ele.

Ninguém pode dar o que não tem, certo? Se você tem algo para oferecer ao Senhor, é porque antes Ele te deu. Isso é uma demonstração de gratidão e reconhecimento de que foi Deus quem proveu tudo.

Não Compareça de Mãos Vazias

Em Êxodo 34:20, o Senhor fala ao povo de Israel: “Ninguém compareça perante mim de mãos vazias.” Deus espera que, quando nos apresentamos diante d'Ele, façamos isso com algo para oferecer. Não porque Ele precise, mas porque a oferta é uma forma de expressarmos nossa fidelidade, gratidão e adoração.

Lembre-se do que falamos desde o início: adoração é uma expressão de amor. Você pode até dar sem amar, mas não pode amar sem dar. Pense nisso. É possível alguém fazer doações sem ter amor genuíno, mas é impossível amar sem doar. Todo amor exige doação.

O Amor Exige Entrega

Quantos de vocês já me ouviram falar sobre isso em encontros de casais? O amor verdadeiro exige entrega. A Bíblia diz em João 3:16: “Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” O amor de Deus foi tão grande que Ele entregou o seu Filho. Amor verdadeiro é sinônimo de doação.

Quando você ama alguém, você doa seu tempo, suas energias, suas orações, seus recursos. Você faz isso por sua esposa, seus filhos, porque os ama. E no Reino de Deus, não é diferente. Quanto mais amamos a Deus, mais queremos oferecer a Ele.

Dar Por Amor

É por isso que ninguém é obrigado a dar. Ninguém é forçado a ofertar, a dar o dízimo, ou a ser generoso. Só quem tem generosidade no coração, quem ama a Deus genuinamente, consegue dar com alegria. A doação vem do amor. E se alguém não consegue dar, é porque o amor por Deus ainda não está totalmente presente.

Portanto, como diz 1 Crônicas 29:14: “Tudo vem de Ti, e nós apenas te damos o que vem das Tuas mãos.” Nós apenas devolvemos aquilo que já recebemos. Essa é a prática de adorar através da oferta.

A Alegria de Ofertar

Em 2 Coríntios 9:7, a Bíblia diz: “Cada um dê conforme determinou em seu coração, não com pesar ou por obrigação, pois Deus ama quem dá com alegria.” Deus não ama a atitude de dar com pesar, nem por obrigação, ou por se sentir pressionado. Não é isso que Ele quer. A Palavra é clara: Deus ama quem dá com alegria.

Então, nunca se sinta forçado a ofertar, especialmente aqui no Ministério Shallom. Se você entrega algo, seja o dízimo, uma oferta, ou qualquer contribuição, que seja feito com um coração generoso, cheio de amor a Deus. Porque, se for por qualquer outro motivo, você não terá nenhuma recompensa. Absolutamente nenhuma. Mas, se você dá com alegria, com o coração cheio de generosidade, como um ato de gratidão e adoração a Deus, reconhecendo que tudo vem das mãos d'Ele, a recompensa virá no tempo certo, no tempo do Senhor.

Dando Por Amor e Não Por Pressão

Na igreja que sirvo como pastor, Ministério Shallom  em Jaguaquara-Ba, ninguém é obrigado a dar nada. Nunca se sinta constrangido com isso. Apenas dê se realmente desejar expressar seu amor por Deus através das suas sementes — dízimos, primícias, ofertas. Quando você faz isso, não se sentirá lesado. De vez em quando, ouço falar de pessoas que querem processar igrejas porque entregaram dízimos por anos e, depois de saírem, sentem-se lesadas.

Agora imagine: se você congrega em uma igreja há dez, quinze, ou até 20 anos. Em um dado momento você decide sair da igreja e pedir tudo de volta... isso seria uma grande confusão! Você não deu para Deus?

Se você está ofertando para homens, está perdendo seu tempo. O homem não tem nada para te dar. Aqui na terra, os homens recebem e administram, mas é Deus, no céu, Aquele de quem se testifica que vive para sempre, quem recebe seus dízimos. Quando você entrega sua semente, está entregando a Deus, como um ato de adoração.

“Aliás, aqui os que recebem dízimos são homens mortais, porém ali o dízimo foi recebido por aquele de quem se testifica que vive” (Hebreus 7:8).

Ofertar de Coração

Se você não se sente à vontade ou não deseja ofertar, não o faça. Não se sinta pressionado ou obrigado por pessoas. Apenas faça se for uma atitude de obediência à Palavra de Deus. Se você entender que o que você dá é uma forma de honrar e adorar a Deus com suas ofertas e dízimos no Reino, então você o fará com alegria. Caso contrário, não faça.

Se ofertar apenas para ser visto pelos homens, sua única recompensa será essa: ser visto pelos homens. Jesus mesmo disse: “Já receberam a sua recompensa.” Portanto, quando você entrega a Deus o que Ele te deu, faça com todo o coração, com amor e gratidão, como um ato de adoração. Pois, a verdadeira adoração acontece quando ofertamos com o coração, reconhecendo que tudo vem d'Ele.

A Adoração em Comunhão

Uma maneira poderosa de adorar a Deus junto com os irmãos é participando da Ceia do Senhor. Em 1 Coríntios 11:25, a Palavra diz: "Da mesma forma, depois da ceia, ele tomou o cálice e disse: ‘Este cálice é a nova aliança no meu sangue; façam isso sempre que o beberem, em memória de mim.’”

Quando tomamos a Ceia do Senhor, fazemos isso em memória de Cristo. É um ato de renovação da nossa comunhão com Deus e com os irmãos. A Ceia não é apenas um ritual; é uma expressão profunda de adoração.

O Batismo: Um Ato de Adoração

Outra forma de adorar a Deus é através do batismo. Quando alguém se batiza, declara publicamente sua fé em Jesus Cristo como Senhor e Salvador. Isso também é um ato de adoração. Ao sermos batizados, declaramos que temos uma aliança e um compromisso com Jesus. Romanos 6:3-4 ensina: "Ou vocês não sabem que todos nós, que fomos batizados em Cristo Jesus, fomos batizados em sua morte? Portanto, fomos sepultados com ele na morte por meio do batismo, a fim de que, assim como Cristo foi ressuscitado dos mortos mediante a glória do Pai, também nós vivamos uma nova vida."

O batismo simboliza que morremos para o mundo e ressuscitamos para a glória de Deus. Se você já crê no Senhor Jesus, não adie o batismo. Na Bíblia, após crerem, as pessoas se batizavam imediatamente. O apóstolo Paulo, por exemplo, demorou apenas três dias para ser batizado após seu encontro com Cristo. Outros se batizavam no mesmo dia de sua conversão, como vemos em Atos capítulos 8, 9, 10 e 16.

O Significado do Batismo

O batismo é mais do que um ritual; é um testemunho público de que você tem um compromisso com Jesus. Colossenses 2:12 nos lembra: “Vocês foram sepultados com ele no batismo e com ele foram ressuscitados mediante a fé no poder de Deus, que o ressuscitou dentre os mortos.” O batismo representa a morte do velho homem, o sepultamento do pecado e a ressurreição para uma nova vida em Cristo.

Em Gálatas 3:27, a Bíblia diz: “Todos vocês que foram batizados em Cristo, de Cristo se revestiram.” Quando somos batizados, nos revestimos de Cristo, e isso é um poderoso testemunho de nossa nova identidade em Deus.

Edificados Juntos em Comunhão

Finalmente, a comunhão da igreja é fundamental. Em Efésios 2:22 lemos: “E, nele, vocês também estão sendo juntamente edificados, para se tornarem morada de Deus por meio do Espírito.” Como pedras vivas, estamos sendo edificados juntos, não separadamente, para sermos a morada de Deus. O Espírito de Deus habita individualmente em cada um de nós, mas também habita na igreja como um todo, no corpo de Cristo.

Por isso, é essencial que nos reunamos como igreja, adorando a Deus em unidade. Quando nos reunimos, estamos fortalecendo nossa fé, edificando uns aos outros, e honrando ao Senhor com nossas vidas.

Conclusão

Ouvir e praticar a palavra de Deus, o louvor coletivo, chegar cedo para o culto, nossas contribuições financeiras, a Ceia do Senhor, o batismo e a comunhão entre os irmãos são expressões profundas de adoração a Deus. Cada um desses atos fortalece nossa aliança com o Pai e nos aproxima da comunidade de fé. Que possamos, como igreja, continuar a adorar juntos, em espírito e em verdade.

Doações:
Igreja Ministério Shallom