Dons Espirituais: Como Usar com Humildade,
Dedicação e Alegria o Que Deus Colocou em Você – Josivaldo Oliveira
Uma reflexão pastoral sobre Romanos 12:3-8
Você já parou para pensar por que Deus colocou justamente aquelas habilidades
em você e não outras? Por que existe gente com uma facilidade incrível para
ensinar, outros que choram de compaixão diante do sofrimento alheio, e outros
ainda que parecem ter as mãos abençoadas para gerar recursos e sustentar obras
inteiras? Nada disso é acaso. É dom. E hoje quero conversar com você, à luz de
Romanos 12:3-8, sobre como Deus distribui esses dons e, principalmente, sobre
como devemos exercê-los.
Vamos ao texto:
"Porque, pela graça que me foi
dada, digo a cada um dentre vós que não pense de si mesmo além do que convém;
antes, pense com moderação, segundo a medida da fé que Deus repartiu a cada um.
Porque, assim como em um só corpo temos muitos membros, mas nem todos os
membros têm a mesma função, assim também nós, conquanto muitos, somos um só
corpo em Cristo e membros uns dos outros, tendo, porém, diferentes dons,
segundo a graça que nos foi dada: se profecia, seja segundo a proporção da fé;
se ministério, dediquemo-nos ao ministério; ou o que ensina, esmere-se em
fazê-lo; ou o que exorta, faça-o com dedicação; o que contribui, com
liberalidade; o que preside, com diligência; quem exerce misericórdia, com
alegria" (Romanos 12:3-8).
Esse texto, escrito pelo apóstolo Paulo sob a inspiração do Espírito Santo,
fala sobre o correto uso dos dons espirituais. E é sobre isso que quero falar
com você.
O Que É um Dom?
A palavra dom vem do grego carisma. É um presente, uma dádiva dos
céus. Dons são presentes que Deus nos dá em forma de capacitações espirituais,
sobrenaturais — ou até mesmo aquilo que chamamos de "natural", porque
Deus nos deu desde o nascimento, mas que também vem dele. Ou seja: todos os
dons são dádivas de Deus, e nós os recebemos pela graça.
Ninguém recebe dom por mérito próprio. A dignidade é a dignidade de Cristo, e
nós recebemos por graça de Deus. Não pagamos nada para receber os dons; nós os
recebemos de forma sobrenatural, por uma dádiva do céu.
E como eu costumo dizer: todos nós temos dons — não apenas um, mas muitos,
muitas habilidades que Deus nos deu. Só que esses dons não devem ser usados em
nosso benefício próprio. Os dons devem ser usados para glorificar a Deus e
para servir o nosso próximo. Precisamos usá-los para a edificação do irmão,
para servir a nossa comunidade de fé, para servir a humanidade, para servir
aqueles que estão próximos de nós — e hoje, com a tecnologia, até quem está
distante pode se tornar próximo.
É sobre o uso correto dos dons que Paulo trata neste texto. E ele começa
dizendo: "porque pela graça que me foi dada" — reconhecendo
que os dons que fluíam nele vinham da graça que havia recebido de Deus. Graça
significa favor imerecido. Nós não merecemos, mas porque estamos em Cristo, e
pela dignidade de Cristo, nós recebemos.
Primeiro Princípio: Exercer os Dons com Humildade
A primeira coisa que precisamos entender sobre o exercício dos dons é que eles
precisam ser exercidos com humildade. Paulo diz: "não
penseis de si mesmos além do que convém, mas pensem com moderação, com
equilíbrio."
Isso não significa pensarmos que somos "pobres coitadinhos", que não
temos valor nenhum. Não podemos pensar assim, porque se não tivéssemos valor, o
Senhor Jesus não teria dado a sua vida preciosa por nós, nem o seu precioso
sangue. A própria Palavra de Deus, nas palavras do próprio Senhor Jesus, diz
que valemos muito mais do que as aves, e Paulo nos ensina que Deus se importa
muito mais conosco do que com os bois. Então é claro que temos valor.
Mas, ao mesmo tempo, também não podemos pensar que somos, como dizem os mais
jovens hoje, "a última água do deserto" ou "a última bolacha do
pacote". Paulo nos ensina a pensar sobre nós mesmos com moderação, com
equilíbrio, entendendo que temos valor, mas que esse valor está atrelado ao
fato de termos Jesus em nossas vidas. É o valor que Deus nos atribui.
Devemos exercer os nossos dons com essa moderação, com esse equilíbrio, com
essa humildade, reconhecendo que o que temos veio de Deus. Os dons que
possuímos, foi Deus quem nos deu. Não é fruto do nosso mérito — é simplesmente
graça de Deus operando sobre nós.
A Medida da Fé que Deus Repartiu
Paulo continua dizendo que cada um recebeu "segundo a medida da fé que
Deus repartiu". Deus compartilha uma medida de fé para cada um de nós.
Há pessoas que têm uma medida de fé para a salvação de familiares, outras para
operar milagres, outras para prosperar em um nível maior do que os demais. Há
quem tenha um nível de fé para orar por milagres, e há quem tenha um nível de
fé para suportar, por muito tempo, provações, intempéries e dificuldades. A
cada um, Deus repartiu uma medida e um tipo de fé.
Somos Um Só Corpo, mas com Funções Diferentes
No versículo 4, Paulo faz uma comparação belíssima: "porque, assim como
em um só corpo temos muitos membros, mas nem todos os membros têm a mesma
função, assim também nós, conquanto muitos, somos um só corpo em Cristo e
membros uns dos outros."
Paulo compara a igreja com o corpo humano, mostrando que a igreja é o corpo de
Cristo. Em um corpo, cada parte tem a sua função: a mão tem uma função, os pés
têm uma função, os olhos, a boca, os ouvidos — cada um com seu papel. Até os
órgãos escondidos dentro de nós, que não são visíveis, como o cérebro, o
coração e o fígado, são extremamente importantes e úteis — muitas vezes mais
até do que aqueles que são visíveis. O cérebro, por exemplo, é muito mais
importante do que a mão, embora não seja visível.
Assim também no corpo de Cristo: cada dom tem a sua importância. Não
existe dom que não seja útil, que não seja necessário no reino de Deus. E
precisamos exercer os nossos dons com humildade, para a glória de Deus e para a
edificação dos nossos irmãos, para servir a nossa comunidade.
Então eu pergunto a você: quais são os dons que Deus te deu? Quais são as
habilidades que você carrega? Qual é a unção que você carrega sobre a sua vida?
Você precisa pegar tudo isso e colocar à disposição do reino de Deus.
Os Dons São Para Servir, Não Para Enriquecer a Si Mesmo
Talvez você tenha uma paixão por jovens, e queime no seu coração o desejo de
trabalhar com eles — Deus está te capacitando para isso. Talvez outras pessoas
tenham o coração ardendo por crianças, principalmente crianças em situação de
vulnerabilidade — e Deus está movendo esse coração, capacitando, dando dons.
Há pessoas que receberam de Deus o dom de fazer dinheiro para investir no reino,
na obra missionária. A Bíblia diz, em Deuteronômio 8:18 "antes,
lembrar-te-ás do Senhor teu Deus, porque é ele que te dá poder para adquirir
riquezas — outras versões traduzem: "é ele que te dá habilidade
para adquirir riquezas." Deus dá a algumas pessoas habilidade para
adquirir riquezas. Ele quer que todos os seus servos sejam supridos, que tenham
sustento e provisão. Mas existem servos de Deus que, além da provisão, recebem
uma habilidade especial para tocar em dinheiro e fazê-lo prosperar — como na
figura mitológica do "toque de Midas", em que tudo que aquele ser
tocava virava ouro. Usando uma expressão que a minha pastora, Pastora Neide,
costuma usar: "o dinheiro dessas pessoas pare."
Mas para que serve esse dom? Não é para a pessoa simplesmente acumular riquezas
e bens. É para que ela seja instrumento de Deus para abençoar pessoas, gerar
empregos para muitos pais de família, abençoar projetos do reino, abrir centros
de treinamento cristão, investir em escolas cristãs, em centros de recuperação,
em obras missionárias nos países onde o evangelho é perseguido — nos países da
chamada "janela 10/40" — e investir na igreja local, para que a obra
avance e prospere. Como diz a Palavra de Deus, em Eclesiastes 10:19 o dinheiro
responde a tudo.
O Testemunho de George Müller
Quantas pessoas podem ser beneficiadas por um centro de recuperação para
dependentes químicos, patrocinado por um empresário ou uma empresária de Deus,
que o abastece com médicos cristãos, psicólogos cristãos e pregadores
ministrando constantemente, dando a essas pessoas uma nova oportunidade? Ou
como um orfanato cristão que cuida de muitas crianças — como na biografia de George
Müller.
Se você não conhece a história de George Müller, vale a pena conhecer. Foi um
homem de fé, um homem de oração, em cujo coração Deus colocou o propósito de
criar um orfanato cristão para crianças. Ele sustentou crianças por muitos anos
— chegou a cuidar de mais de 10 mil crianças, que foram ministradas,
cuidadas e alimentadas. Muitas vezes Deus usou pessoas, inclusive empresários,
para abençoar aquele trabalho.
Müller decidiu viver pela fé. Muitas vezes ele orava a Deus sem ter comida, sem
ter nada. Montava os pratos na mesa para as crianças e dizia: "Crianças,
vamos orar, agradecendo a Deus pelo pão de cada dia" — mesmo sem ter pão
nenhum preparado. E, de repente, no meio daquela oração, com a mesa já posta
mas vazia, batiam à porta. Alguém dizia: "Sou dono de uma padaria, e os
pães de hoje passaram um pouco do ponto, não vão dar para vender. Gostaria de
doar. Você aceita?" E aceitavam. Vinha outro e dizia: "Queremos doar
leite." Pessoas com recursos eram movidas por Deus através daquela oração,
muitas vezes sem sequer conhecer a necessidade do orfanato, e supriam tudo.
Müller registrava todas as suas orações, e teve mais de 5 mil orações
respondidas documentadas. Deus levanta homens e mulheres de negócios,
grandes empreendedores do reino, com o propósito de abençoar essas obras.
Então, talvez o seu dom seja fazer dinheiro — para você investir. Talvez o seu
coração queime por cuidar de crianças, e Deus vai te dar o dom para isso.
Talvez seu coração queime por trabalhar com jovens, e Deus vai te dar a
habilidade para falar a linguagem deles e alcançá-los para Jesus. Talvez queime
por alcançar pessoas presas ao vício das drogas, e Deus vai te capacitar para
isso. Cada dom que Deus dá é para servir a uma pessoa, a um grupo, a uma
comunidade. É para servir a humanidade e para a glória de Deus. Quem dá o
dom é Deus, e quem capacita é Deus. Claro que cabe a nós usá-lo de forma
devida, mas quem dá é o Senhor.
Quando não usamos o dom que recebemos, a igreja não é beneficiada como deveria
ser.
Viva Acima das Críticas e dos Elogios
Se você foi chamado para exercer o seu dom em uma área específica, exerça —
mesmo que enfrente desafios, mesmo que haja dificuldade.
Há algumas semanas eu preguei uma palavra e disse o seguinte: precisamos fazer
o que Deus nos chamou para fazer com fidelidade, independentemente de
sermos aplaudidos ou criticados. Às vezes as pessoas vão nos elogiar pelo que
estamos fazendo; outras vezes vão nos criticar pela mesma coisa. Os mesmos que
ovacionaram Jesus numa semana, dizendo "bendito o que vem em nome do
Senhor", na semana seguinte gritaram: "crucifica-o,
crucifica-o!"
Precisamos viver acima das críticas e dos elogios. Precisamos
estabilizar o nosso coração nisso. Se temos convicção de que Deus nos chamou
para exercer aquele ministério, que ele nos deu os dons e nos capacitou, então,
independentemente das críticas ou dos desafios que sofrermos, precisamos
continuar. E mesmo quando recebemos elogios, não podemos ser movidos por eles.
Precisamos ser movidos pela convicção do chamado, pela convicção do
propósito.
Às vezes eu prego uma mensagem e a publico — às vezes a mensagem inteira, de
cerca de 50 minutos, às vezes em cortes menores que minha filha Carol edita
para mim. E as reações são muito diferentes diante da mesma mensagem. Há
pessoas que dizem: "que palavra abençoada, fui ministrado." E há
pessoas que me ofendem. Um dia alguém comentou nas redes sociais que eu era
sócio do diabo. Outro dia, alguém perguntou, querendo insinuar que eu não
trabalhava por ser pastor: "você trabalha com o quê, afinal?"
As pessoas fazem os seus comentários, mas eu preciso viver acima das críticas e
dos elogios. Preciso ter convicção do que Deus me chamou e continuar fazendo
aquilo, independentemente de ser aplaudido ou criticado. Se a crítica vem de
pessoas que me amam, que me respeitam e que querem o meu bem, eu posso avaliar
se há algum fundo de verdade ali, para o meu crescimento. Isso é possível e
saudável. Mas se a crítica vem de alguém que não contribui em nada com o meu
chamado e o meu ministério, e cuja intenção é claramente nos derrubar, nos
destruir — essa crítica a gente deixa passar.
O mesmo vale para o elogio. A Bíblia diz que o coração do homem é provado pelos
elogios que recebe (Provérbios 27:21). Não podemos guardar o elogio no coração
até ficarmos inflados, inchados, orgulhosos. Se alguém nos elogia com
sinceridade, agradecemos — e, no coração, atribuímos aquele elogio a Deus:
"Senhor, obrigado, porque sei que de mim não vem nada; é pela tua graça.
Se preguei e alguém foi abençoado, se ministrei e alguém foi curado, se fiz
alguma coisa, é a tua graça. A ti dou a glória." E se o elogio é bajulação
para nos derrubar mais tarde, também deixamos passar.
No exercício do nosso dom, não podemos ser movidos nem pela crítica, nem pelo
elogio. Haverá pessoas que nos elogiarão, pessoas que nos criticarão, e até as
mesmas pessoas, em momentos diferentes, farão as duas coisas. Mas precisamos
estar acima disso tudo, com a convicção de que Deus nos chamou para fazer o que
estamos fazendo, e que ele nos deu os dons e a capacidade para isso. Nosso
chamado é ser fiéis a Deus, independentemente dos desafios.
Os Diferentes Dons Mencionados por Paulo
Em Romanos 12:5-8, Paulo escreve: "assim também nós, conquanto muitos,
somos um só corpo em Cristo e membros uns dos outros, tendo, porém, diferentes
dons, segundo a graça que nos foi dada." Mais uma vez ele reforça que
os dons são segundo a graça — não é mérito. Porque há quem, ao receber um dom
de Deus, acha que o recebeu por ser muito santo, muito piedoso. Não. Dom é
graça. Dom é favor imerecido. E por isso o dom, em si, não é sinônimo de
espiritualidade.
Basta olhar para a igreja de Corinto: era uma igreja cheia de dons, mas
extremamente carnal. Basta ler as cartas de Paulo aos Coríntios, especialmente
o capítulo 3 da primeira epístola, para perceber isso. Dons não são sinônimo de
espiritualidade, porque dons são graça — não é porque a pessoa merece. Mas
podemos, sim, exercer esses dons com maturidade, com espiritualidade, com
reverência, com temor e com fidelidade.
A partir daqui, Paulo relaciona diferentes dons e como cada um deve ser
exercido:
Profecia — "segundo a proporção da fé". É o dom da palavra, da
pregação, de usar a voz para proclamar a mensagem de Deus — seja uma palavra
revelada naquele momento, específica, de conselho, de orientação ou de
exortação, seja a própria exposição da Palavra de Deus. Aquele que recebeu esse
dom deve usá-lo para proclamar a mensagem de Deus tal como ela é. Como Deus me
deu o dom da pregação e do ensino, estou aqui fazendo isso agora — ministrando,
pregando, exortando, encorajando os amados pela palavra do Senhor. Precisamos
exercer esse dom segundo a proporção da fé que recebemos.
Ministério — "dediquemo-nos ao ministério". A palavra
ministério significa serviço. Um ministro é um servo. O termo original em grego
se referia ao servo mais baixo, aquele que ficava no porão do navio, remando —
colocado ali quase como uma sentença de morte, remando para que o navio
chegasse ao destino. Hoje, quando falamos "ministro", parece algo
pomposo, importante, mas a palavra original designa esse servo humilde. O
ministério é, portanto, um serviço: você recebeu algo para executar. A Bíblia
diz que o maior é aquele que serve. Se você recebeu o dom de cozinhar, por
exemplo, que graça há em cozinhar apenas para você? A graça está em cozinhar
também para os outros. Assim como um amigo que gosta de fazer churrasco convida
todos para servi-los com aquilo que sabe fazer. Todo dom existe para você
servir. Quem recebeu o dom do serviço deve se dedicar a ele com disposição.
Ensino — "esmere-se em fazê-lo". Quem recebeu o dom do ensino
precisa se dedicar a ler, a estudar, a compreender com mais precisão a Palavra
de Deus — porque não se pode ensinar aquilo que não se aprendeu antes.
Exortação — "faça-o com dedicação". Exortar é encorajar. Você
já deve ter percebido que, nestes últimos domingos, tenho ministrado muitas
palavras de encorajamento. Às quintas-feiras à noite tenho ministrado mais
palavras de ensino, e aos domingos à noite, ultimamente, mais palavras de
encorajamento. O Senhor colocou isso no meu coração para este tempo, porque
muitos irmãos estavam abatidos diante de tantas circunstâncias, e o Senhor tem
me dado palavras para levantá-los. Neste domingo, por exemplo, trouxe uma
palavra de Isaías 40:28-31, sobre a renovação das forças, com o tema "Deus
te dará forças" — porque sabemos que os desafios são grandes.
Exortar é encorajar, é animar aquele que está abatido, frio na fé, que precisa
ser reerguido. Foi o ministério que o próprio Jesus exerceu: a profecia de
Isaías dizia que o Messias não apagaria o pavio fumegante, nem quebraria a cana
rachada. O pavio quase apagado, com apenas um fiapo de fumaça — Jesus não
terminaria de apagá-lo, mas o acenderia novamente. A cana rachada, que já não
emitia som — espécie de flauta — Jesus não a quebraria de vez, mas a
restauraria para que voltasse a soar. Assim, no ministério da exortação, nós
também levantamos aqueles que estão caídos, pela graça e pela unção de Deus em
nós: animamos, encorajamos, exortamos.
E, na verdade, todo dom, todo ministério, precisa ser exercido com
dedicação. Se você foi chamado para liderar uma célula, lidere com
dedicação. Se foi chamado para cuidar de crianças, cuide com dedicação. Se foi
chamado para cuidar de jovens, faça-o com dedicação. Se foi chamado para ganhar
dinheiro e patrocinar a obra de Deus, faça isso com dedicação. Se foi chamado
para restaurar famílias e casamentos, faça isso com dedicação. Seja qual for o
chamado, faça-o com dedicação.
Contribuição — "com liberalidade". Todo crente deve contribuir
financeiramente com a obra de Deus. Mas, como já mencionei, existem pessoas às
quais Deus dá habilidade especial para adquirir riquezas (Deuteronômio 8:18).
Se você recebeu de Deus o dom de contribuir, de investir na obra de forma mais
abundante, o texto diz que você deve fazer isso com liberalidade
— uma generosidade extravagante, abundante, porque o seu dinheiro vai abençoar
muitas pessoas.
Liderança — "com diligência". Presidir, aqui, no
sentido de liderar, de estar à frente de um trabalho — seja uma célula, uma
rede de jovens, uma rede de mulheres, um departamento, a sua própria casa e
família, ou até a sua empresa. Se você exerce liderança, deve fazê-lo com
diligência — que é trabalho árduo, intenso, muitas vezes extenuante e
cansativo, mas necessário.
Misericórdia — "com alegria". É a compaixão, a empatia
sobrenatural de se colocar no lugar de quem sofre, de quem precisa de
assistência da parte de Deus através da sua vida. Quem exerce esse dom deve
fazê-lo com alegria, não como fardo ou peso. A Bíblia diz que a misericórdia é
uma semente: Jesus disse que bem-aventurados são os misericordiosos, porque
alcançarão misericórdia. Se plantarmos a semente da misericórdia, colheremos
misericórdia quando precisarmos dela.
Cumpra o Seu Chamado
Quero dizer uma coisa para você: você foi chamado por Deus. Digo isso com toda
certeza e convicção — você recebeu de Deus um chamado. Ele colocou em você
muitos dons. Não apenas um, não apenas dois, mas muitos dons, muitas
habilidades, muito potencial para fazer coisas grandes.
E o que você precisa dizer é: "Senhor, eis-me aqui, usa-me como teu
instrumento." Se você fizer isso, Deus vai te usar poderosamente.
Pessoas serão salvas através da sua vida. Pessoas serão abençoadas,
restauradas. Casamentos serão transformados. Pessoas serão curadas — não apenas
fisicamente, mas na alma, na emoção, na mente — através da sua vida. Pessoas
serão alimentadas. Pessoas encontrarão um novo destino, um novo futuro, uma
nova perspectiva de vida a partir da sua vida.
E o que você precisa fazer? Exercer os seus dons. Exercer os dons que Deus te
deu, simplesmente acima das críticas, dos elogios e das dificuldades. Cumpra
o seu chamado, e deixe Deus te usar para coisas extraordinárias, em nome de
Jesus.