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sexta-feira, junho 05, 2026

ESTOU FAZENDO UMA GRANDE OBRA - JOSIVALDO OLIVEIRA

 





ESTOU FAZENDO

UMA GRANDE OBRA



Convicção, propósito e perseverança

diante de toda tentativa de nos fazer parar




JOSIVALDO OLIVEIRA



Pastor — Igreja Ministério Shallom



Dedicatória


A Deus, de quem toda obra verdadeiramente grande recebe origem, força e propósito. A Ele toda honra e toda glória.


À minha amada esposa, Judy Oliveira, companheira fiel de vida, de ministério e de sonhos. Aos nossos filhos Caroline, Jonathan e Sara, alegrias e heranças do Senhor. Esta obra também é de vocês.


Aos meus pastores e pais espirituais, Apóstolo Joselito Aragão e Pastora Neide Aragão, por toda a cobertura, amor e exemplo de fidelidade ao chamado de Deus. Sou eternamente grato.


À Igreja Ministério Shallom, meu rebanho amado, onde sirvo como pastor com alegria e devoção. Vocês são parte viva deste ministério.

Por Que Escrevi Este Livro?


Em 2010, durante um momento de meditação na Palavra de Deus, o Senhor falou fortemente ao meu coração por meio de Jeremias 30:2:

"Escreve num livro todas as palavras que te tenho falado."  — Jeremias 30:2

Aquela palavra não foi apenas uma leitura devocional. Foi uma revelação divina. Compreendi que Deus estava me chamando a transformar em texto escrito tudo aquilo que Ele depositava em meu coração para pregar. Desde então, firme nessa convicção, tenho me comprometido a preservar as mensagens que o Espírito Santo me concede pregar, tornando-as acessíveis a todos por meio da palavra impressa.

Este livreto é fruto desse compromisso. Que cada página edifique, fortaleça e inspire você a não desistir da grande obra que Deus colocou em seu coração.

Prefácio


Há mensagens que nascem no silêncio da oração e chegam ao coração do pregador como brasa viva. Esta é uma delas. A mensagem que você tem em mãos surgiu em um momento devocional, quando me deparei novamente com um texto que já conhecia, mas que, naquela manhã, falou de forma nova, profunda e atual.

Neemias 6 não é apenas um registro histórico sobre a reconstrução de muralhas. É um espelho. É a realidade de todo homem e mulher que, por chamado divino, se lançou na realização de uma obra em Deus e, no meio do caminho, encontrou inimigos que queriam fazê-los parar.

Escrevi este livreto porque acredito que muitos de nós precisamos ouvir — e sentir — esta palavra: você está fazendo uma grande obra. Não desista.

Que o Espírito Santo use cada linha para confirmar em seu coração o propósito que Deus plantou nele.


Josivaldo Oliveira

Sumário


Dedicatória

Por Que Escrevi Este Livro?

Prefácio

Introdução — O Homem que Não Desceu

Capítulo 1 — Uma Grande Obra em Meio à Oposição

Capítulo 2 — A Estratégia do Inimigo: Distração e Desvio

Capítulo 3 — As Três Convicções que Sustentam a Obra

Capítulo 4 — Não Desista: A Palavra Final de Neemias para Você

Conclusão — Continue Fazendo a Obra

Palavra Final ao Leitor

Sobre o Autor

Introdução

O Homem que Não Desceu


Imagine um homem rodeado de inimigos, pressionado por todos os lados, com a obra ainda incompleta e os portões ainda por colocar. Imagine que três adversários insistem, vezes seguidas, para que ele abandone o trabalho e desça até eles para uma reunião. E imagine que esse homem, com serenidade e convicção, recusa quatro vezes seguidas com exatamente a mesma resposta:

"Estou fazendo uma grande obra e não posso descer. Por que devo parar a obra para ir me encontrar com vocês?"  — Neemias 6:3

Esse homem era Neemias. E essa resposta resume não apenas o caráter dele, mas a postura que todo servo de Deus precisa cultivar diante das tentativas do inimigo de nos fazer parar.

Este livreto nasce dessa passagem. Nasce da meditação sobre aquele texto precioso, que o Espírito Santo trouxe de volta com força nova e com uma palavra específica para o nosso tempo.

Se você está realizando uma obra em Deus — seja ela no ministério, na família, nos negócios ou na sua esfera de influência —, este livro foi escrito para você. Para que você não desça. Para que você não pare. Para que você continue, com dependência de Deus e convicção do seu chamado, realizando a grande obra que o Senhor colocou em seu coração.

Capítulo 1

Uma Grande Obra em Meio à Oposição


O pano de fundo de Neemias 6 é de extrema tensão. A muralha de Jerusalém havia sido reconstruída, mas os portões ainda não estavam no lugar. A obra estava quase concluída — e foi exatamente nesse momento que os inimigos agiram.


O TEXTO E SEU CONTEXTO

"Quando Sabalate, Tobias, Gesém, o árabe, e o restante dos nossos inimigos souberam que eu tinha reedificado a muralha e que nela já não havia brecha alguma (embora até aquele momento eu ainda não tivesse posto as portas nos portões), Sabalate e Gesém mandaram-me dizer: Vem, e nos encontremos juntos nas aldeias do vale de Ono. Eles, porém, intentavam fazer-me mal. Enviei mensageiros a eles com esta resposta: Estou fazendo uma grande obra e não posso descer; por que havia de cessar a obra, enquanto eu a deixasse e descesse a vós outros? Quatro vezes me enviaram a mesma proposta, e eu lhes dei sempre a mesma resposta."  — Neemias 6:1–4

Esse texto é muito precioso. Estava meditando nele em meu momento devocional, e é um texto que eu já conhecia, já havia lido em outros momentos. Mas sempre a Palavra de Deus se renova. Sempre ela fala profundamente ao nosso coração.


OS INIMIGOS DA OBRA

Sabalate, Tobias e Gesém são figuras recorrentes no livro de Neemias. Eles representam toda forma de oposição organizada contra a obra de Deus. Quando perceberam que Neemias havia reconstruído a muralha e que não havia mais brecha nenhuma nos muros de Jerusalém, se levantaram para tentar fazê-lo parar, tentando fazê-lo desistir da obra.

E repare na estratégia deles: não usaram força bruta. Usaram uma estratégia sutil — um convite. "Venha, vamos nos encontrar numa das aldeias do vale de Ono." Parecia razoável. Parecia uma negociação, um diálogo. Mas Neemias teve discernimento espiritual. Ele percebeu que a intenção deles era fazer o mal.

O diabo sempre vai tentar arrumar um jeito de nos prejudicar ou de nos fazer parar com os nossos sonhos, com os sonhos que Deus colocou em nosso coração. Às vezes isso vem como um convite aparentemente inofensivo. Às vezes vem como uma sugestão, uma distração, uma oportunidade que parece boa, mas que, no fundo, vai nos afastar da obra que Deus nos deu para realizar.


A RESPOSTA QUE MUDOU TUDO

A resposta de Neemias é uma das mais poderosas de toda a Bíblia: "Estou fazendo uma grande obra e não posso descer até aí. Por que devo parar a obra para ir me encontrar com vocês?"

Quatro vezes o mesmo convite. Quatro vezes a mesma recusa. Esse é o retrato de um homem com convicção firme, com raízes profundas, que não se deixa mover pela pressão externa porque está ancorado em algo muito maior: a certeza de que está realizando a obra de Deus.

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Quando você tem convicção daquilo que Deus te chamou para fazer, as distrações perdem o poder. Os convites do inimigo passam a soar como aquilo que realmente são: tentativas de te fazer descer do lugar onde Deus te colocou.

Capítulo 2

A Estratégia do Inimigo: Distração e Desvio


A distração é uma das armas mais poderosas e mais subestimadas do inimigo. Não é sempre que Satanás vem com ataque frontal, com perseguição explícita, com oposição declarada. Muitas vezes ele vem com um sorriso, com um convite, com uma proposta que parece razoável.


A LUTA ESPIRITUAL POR TRÁS DAS CIRCUNSTÂNCIAS

É claro que não devemos considerar as pessoas como nossos inimigos. A Palavra é clara a esse respeito:

"Porque não temos que lutar contra o sangue e a carne, mas contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas desta era, contra as hostes espirituais da maldade nos lugares celestiais."  — Efésios 6:12

Mas a Bíblia também nos mostra que esses inimigos espirituais podem usar pessoas que se colocam na posição de adversários da obra de Deus. Não que essas pessoas sejam, em essência, inimigas nossas. Muitas vezes elas se permitem ser usadas pelo inimigo das nossas vidas — Satanás e suas hostes malignas — para tentar nos impedir de realizar o que Deus colocou em nosso coração.

Sabalate, Tobias e Gesém foram usados assim. O inimigo os mobilizou contra a obra de reconstrução das muralhas, contra o propósito de restauração de Jerusalém. E é exatamente o que ele faz hoje: mobiliza recursos, situações e, por vezes, pessoas para tentar nos fazer desistir daquilo que Deus nos chamou para realizar.


AS FORMAS DA DISTRAÇÃO

A tentativa de distração pode vir de muitas formas. Pode vir como desânimo, como abatimento espiritual. Pode vir como cansaço ou esfriamento espiritual. Pode vir como críticas e fofocas que circulam sobre o seu trabalho. Pode vir como a oposição de pessoas que não querem que você avance. Pode vir como aquela reunião que parece urgente, aquele compromisso que parece importante, aquela conversa que parece necessária — e que te faz parar justamente quando você precisa continuar.

A distração é uma estratégia maligna. E Satanás a usa com maestria, porque sabe que um servo distraído é um servo ineficaz. Se ele não consegue destruir a obra, tenta atrasar. Se não pode atacar diretamente, tenta desviar.


O DISCERNIMENTO COMO ARMA

Neemias não foi ingênuo. Ele percebeu a intenção por trás do convite. Esse discernimento espiritual foi fundamental para que ele não cedesse. E é o mesmo discernimento que nós precisamos cultivar.

Nem todo convite é genuíno. Nem toda oportunidade vem de Deus. Nem toda reunião precisa acontecer agora. Precisamos aprender a perguntar, como Neemias: "Por que devo parar a obra para ir me encontrar com vocês?" Precisamos avaliar o que nos consome o tempo, o que nos rouba a atenção, o que nos afasta do propósito central que Deus nos deu.

"Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge, procurando alguém para devorar."  — 1 Pedro 5:8

A sobriedade e a vigilância espiritual são as respostas de Deus à estratégia da distração. Um espírito atento, enraizado em oração e na Palavra, sabe distinguir o que é de Deus do que é armadilha do inimigo.

Capítulo 3

As Três Convicções que Sustentam a Obra


Neemias não desistiu por causa de algo que ele tinha por dentro: convicções profundas e arraigadas. Enquanto o mundo ao redor mudava, enquanto os inimigos se moviam, enquanto a pressão aumentava, as convicções de Neemias permaneciam inabaláveis.

Vivemos em um tempo em que as pessoas mudam de ideia com muita facilidade. Mudam de direção, mudam de propósito, mudam de identidade ao sabor das circunstâncias. Claro que precisamos ter flexibilidade — às vezes as estratégias mudam, e isso é saudável. Mas existem convicções que não devem mudar. Existem fundamentos que precisam estar enraizados em nós de forma profunda e permanente.

Identifico em Neemias — e creio que o Espírito Santo quer plantar em nós — três convicções fundamentais que nos sustentam no meio da batalha.


PRIMEIRA CONVICÇÃO: DEPENDÊNCIA DE DEUS

Neemias estava realizando aquela grande obra não na força do seu braço, não com a sua própria inteligência e capacidade humana. Ele estava realizando na dependência de Deus.

Se você percorrer o livro de Neemias, vai encontrar um homem que ora constantemente. Ele ora antes de responder ao rei, ora quando enfrenta os inimigos, ora quando está no limite, ora no arrependimento, não só pelos seus próprios pecados, mas pelos pecados de todo o povo. Neemias é um homem de oração profunda, de dependência radical de Deus.

E isso é extremamente importante para nós. Toda obra que vamos realizar em Deus — todo grande sonho, todo projeto grandioso que Deus coloca em nosso coração — não deve ser tentada na nossa própria força, na nossa própria capacidade, com a nossa própria estratégia humana. Precisamos depender de Deus, buscar ao Senhor, orar.

A oração é a prova de que dependemos de Deus. Porque quando dependemos da nossa própria força, da nossa própria inteligência e sabedoria humana, não sentimos necessidade de orar — achamos que damos conta. Mas quando oramos, estamos provando para nós mesmos que precisamos de Deus, que clamamos a Ele porque necessitamos de uma resposta que vai além da nossa capacidade.

Foi porque Neemias dependeu de Deus que ele teve força para vencer a tentação do inimigo. Foi a oração que o manteve lúcido, discernente e firme diante de cada ataque.

"Confiai nele em todo o tempo, ó povo; derramai o vosso coração diante dele; Deus é o nosso refúgio."  — Salmos 62:8


SEGUNDA CONVICÇÃO: CERTEZA DO CHAMADO

Neemias sabia exatamente o que estava fazendo e por quê. Ele tinha a certeza de que aquela obra havia sido colocada em seu coração pelo próprio Deus. E isso mudava tudo.

Quem colocou no coração de Neemias o desejo de reconstruir os muros de Jerusalém foi Deus. Quem o moveu a deixar a corte do rei da Pérsia, a encarar uma jornada longa e perigosa, a enfrentar a oposição de inimigos poderosos, foi o próprio Senhor. E Neemias sabia disso.

E é esse saber que o mantinha firme. Porque quando você sabe que foi Deus que colocou o sonho em seu coração, as tentativas do inimigo de te fazer desistir perdem força. Quando você tem certeza do seu chamado, as opiniões contrárias deixam de ser referência. O que importa não é o que os inimigos dizem, mas o que Deus disse.

Eu mesmo, desde que me converti, logo que comecei a caminhar com Deus, o Espírito Santo plantou em meu coração a convicção do ministério pastoral. Nunca tive dúvida disso. De que sou pastor, de que minha missão é esta, de que meu chamado é cuidar de pessoas, apacentar, cuidar de vidas. E sempre procurei, apesar de todos os desafios, me manter fiel a essa vocação, a esse chamado de Deus para minha vida.

E o que torna uma obra grande não é somente a sua dimensão física. Não é o tamanho do templo, a quantidade de pessoas no culto, os números que impressionam os olhos humanos. O que torna uma obra grande é que ela foi colocada em nosso coração por Deus.

Talvez a grande obra para uma mãe seja criar filhos no temor do Senhor. Talvez a grande obra de um empresário seja gerenciar seus negócios para a glória de Deus, usando sua influência para abençoar e transformar vidas. Talvez a grande obra de uma pessoa simples seja cuidar de uma única alma que está perdida — porque aquela alma, talvez, seja instrumento de Deus para tocar gerações inteiras.

"Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou antes para que andássemos nelas."  — Efésios 2:10

Você não inventou o seu propósito. Deus o preparou para você. Essa é a convicção que precisa estar arraigada em seu coração.


TERCEIRA CONVICÇÃO: IDENTIDADE EM CRISTO

Além de saber quem é Deus e o que Deus o chamou para fazer, Neemias sabia quem ele era. Ele não se deixou definir pelos seus inimigos, pelas críticas, pelas mentiras que circulavam sobre ele. Ele sabia quem era e a quem servia.

Nós também precisamos ter essa convicção. Precisamos saber quem somos em Cristo. Sou nova criatura em Cristo. Sou perdoado. Sou suprido. Sou filho amado. Sou justiça de Deus em Cristo. Sou curado. Essas não são apenas palavras de encorajamento — são verdades reveladas pela Palavra de Deus que precisam estar arraigadas em nosso coração.

"Se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas passaram; eis que tudo se fez novo."  — 2 Coríntios 5:17

Então, ao menos estas três convicções precisamos ter: quem é Deus em nossa vida, quem somos em Cristo e qual é o propósito que Deus tem para nós. Porque é sobre essas bases que a grande obra é construída — e é sobre essas bases que ela se sustenta diante de toda tentação de parar.

Capítulo 4

Não Desista: A Palavra Final de Neemias para Você


Quando dependemos de Deus e temos essas convicções arraigadas em nosso coração, somos capazes de seguir mesmo diante das maiores tentações de parar.

Porque deixa eu ser honesto com você: quando você está realizando a obra de Deus — seja ela qual for —, vai haver pressão. Vai haver tentação de desistir. O inimigo vai tentar, de muitas formas diferentes, fazer com que você abandone o que Deus colocou em seu coração.


AS TENTATIVAS DE NOS FAZER PARAR

Essas tentações podem vir como desânimo. Como aquela sensação de que não vale a pena continuar, de que os resultados não estão vindo, de que tudo está custando demais.

Podem vir como abatimento espiritual — uma frieza no coração, uma distância de Deus que vai se instalando sutilmente, um esfriamento que enfraquece a motivação.

Podem vir como cansaço. Porque a obra de Deus cansa. Cuidar de pessoas cansa. Servir cansa. E no cansaço, a voz do inimigo sussurra: "Descanse. Pare. Cuide de você. Faça uma pausa." E a pausa vai se tornando abandono.

Podem vir como distrações — aquelas mil coisas que parecem urgentes, que nos consomem o tempo e a energia, mas que ao final do dia não contribuíram em nada para a obra que Deus nos deu.

E podem vir como a oposição de pessoas. Como Sabalate, Tobias e Gesém no caso de Neemias. Pessoas que criticam, que zombam, que se opõem, que tentam convencer você de que o que está fazendo não tem valor, não tem futuro, não vai dar em nada.


A OBRA QUE ABENÇOA VIDAS

Mas quando a gente tem convicção e dependência de Deus, independente das batalhas e das estratégias que o inimigo usa para nos fazer desistir, a gente vai continuar na força de Deus fazendo aquilo que Ele nos chamou para fazer.

E o resultado é extraordinário. Através da nossa obra no Senhor — daquilo que estamos fazendo em Deus —, muitas pessoas serão abençoadas, direta ou indiretamente. Muitas pessoas serão edificadas. Muitas pessoas serão alimentadas espiritualmente. Muitas pessoas serão supridas e ministradas pelo Senhor através do trabalho que estamos realizando.

Por mais que, aos olhos naturais, a obra pareça pequena ou insignificante, creia: todo trabalho em Deus é uma grande obra. Não existe trabalho realizado em Deus que seja insignificante. Uma alma alcançada para Jesus já é, por si só, uma obra extraordinária. Porque aquela alma pode ser instrumento de Deus para tocar gerações, para influenciar multidões, para mudar a história de uma família, de uma cidade, de uma nação.

"Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e inabaláveis, e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor."  — 1 Coríntios 15:58


CONTINUE, MESMO QUE NINGUÉM ESTEJA VENDO

Quero que você entenda algo: a grandeza da sua obra não está nos aplausos que recebe, na visibilidade que tem, no reconhecimento que vem de fora. A grandeza da sua obra está no fato de que Deus a colocou em seu coração e você tem sido fiel a ela.

Neemias não reconstruiu os muros de Jerusalém para ganhar fama. Ele o fez porque Deus o chamou para isso, porque seu coração estava partido diante da desolação da cidade e porque tinha a convicção de que era hora de agir. E quando os inimigos tentaram fazê-lo parar, ele simplesmente continuou.

Seja como Neemias. Quando a pressão vier, lembre-se de que você está fazendo uma grande obra. Quando o desânimo bater, lembre-se de que Deus foi quem colocou esse sonho em seu coração. Quando a crítica vier, lembre-se de que não é aos homens que você presta contas, mas a Deus.

Conclusão

Continue Fazendo a Obra


A mensagem é simples, mas profundamente necessária para o nosso tempo: não desista.

Deus chamou você para fazer uma grande obra. Continue fazendo aquilo que Ele colocou em seu coração. Continue com dependência d'Ele. Continue com a convicção do seu chamado. Continue com a certeza de quem você é em Cristo.

Haverá tentações. Haverá ataques. Haverá vozes que dirão para você parar, descer, se reunir com os inimigos, negociar com aquilo que Deus já julgou. Mas a sua resposta precisa ser a mesma de Neemias: "Estou fazendo uma grande obra e não posso descer."

Não pare de sonhar. Não pare de trabalhar em Deus para a realização dos sonhos que Ele colocou em seu coração. Não desista da sua chamada por conta das pessoas que estão criticando você, zombando de você ou se opondo ao trabalho que você está fazendo.

Porque o Deus que colocou o sonho em você é o mesmo Deus que vai sustentar a obra. E Ele é fiel.

"Aquele que vos chama é fiel, e ele o fará."  — 1 Tessalonicenses 5:24

Que Deus te abençoe e te fortaleça para continuar. Em nome de Jesus.

Palavra Final ao Leitor


Se este livreto chegou às suas mãos, acredito que não foi por acaso. Deus tem um propósito para a sua vida — e quero crer que essas páginas serviram para reacender em você a chama desse propósito.

Talvez você esteja cansado. Talvez esteja considerando parar. Talvez as vozes ao redor pareçam mais altas do que a voz de Deus neste momento. Mas eu quero te dizer: o Senhor ainda está com você. A obra ainda é grande. O chamado ainda é válido.

Neemias não desistiu porque dependia de Deus e tinha convicção do seu chamado. E essas duas coisas continuam disponíveis para você hoje. A presença de Deus não se retirou. O propósito que Ele colocou em seu coração não foi cancelado. O que ele precisa é que você não desça.

Volte para a obra. Reconstrua as muralhas que o inimigo tentou derrubar. Coloque os portões no lugar. E quando os inimigos enviarem o convite para você parar, responda com a convicção de Neemias:

"Estou fazendo uma grande obra e não posso descer."

Que Deus te abençoe ricamente. Que Ele seja a força da sua obra. E que, ao final de tudo, você ouça as palavras do Mestre: "Muito bem, servo bom e fiel."


Com fé e amor pastoral,

Josivaldo Oliveira

Sobre o Autor


Josivaldo Oliveira é pastor da Igreja Ministério Shallom, onde serve com dedicação à edificação do corpo de Cristo. Sob a cobertura espiritual do Apóstolo Joselito Aragão e da Pastora Neide Aragão, tem exercido o ministério pastoral com fidelidade, cuidado e compromisso com a Palavra de Deus.

Desde que se converteu, carrega a convicção do chamado pastoral — uma certeza que o Espírito Santo plantou em seu coração ainda nos primeiros dias de sua caminhada com Deus. Ao longo dos anos, tem se dedicado ao pastoreio de vidas, ao ensino da Palavra, à intercessão e à formação espiritual de pessoas.

Em 2010, Deus falou ao seu coração por meio de Jeremias 30:2: "Escreve num livro todas as palavras que te tenho falado." Desde então, assumiu o compromisso de transformar seus sermões em texto escrito, acreditando que a palavra pregada tem poder para continuar edificando vidas muito além do momento em que foi proclamada.

É casado com Judy Oliveira, psicóloga clínica, terapeuta familiar e pastora. São pais de Caroline, Jonathan e Sara.