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quarta-feira, abril 22, 2026

5 LIÇÕES QUE APRENDI COM ANA - JOSIVALDO OLIVEIRA

 

5 LIÇÕES QUE APRENDI COM ANA

Josivaldo Oliveira

O texto de 1 e 2 Samuel nos conta a história de Ana — uma das histórias mais lindas e profundas das Sagradas Escrituras. Essa narrativa ensina como um coração quebrantado se aproxima de Deus, e como uma pessoa que se volta para Ele recebe a resposta daquilo que tem buscado e clamado.

Não é à toa que o salmista afirma: "O sacrifício agradável a Deus é o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus" (Salmo 51:17). Ao percorrermos o primeiro e o segundo capítulos de 1 Samuel, aprendemos lições preciosas sobre oração, entrega, sacrifício, maturidade espiritual e perseverança na fé — todas elas evidenciadas na vida de Ana.

Ana foi uma mulher amargurada de espírito, que clamava a Deus por um filho. Era estéril — condição que, naquela época, a tornava alvo de humilhação constante. Penina, a outra mulher de Elcana, a ridicularizava sem cessar, porque na cultura hebraica uma mulher que não podia gerar era considerada amaldiçoada por Deus.

Pense no peso desse sofrimento: além da dor da esterilidade, além do sonho negado da maternidade, Ana ainda suportava o escárnio da rival e a incompreensão do próprio marido. Elcana, que a amava profundamente, chegou a perguntar: "Por que choras e não comes? Por que está triste o teu coração? Não sou eu para ti melhor do que dez filhos?" (1 Samuel 1:8). Mesmo com todo o amor, ele não conseguia compreender a dimensão da sua dor.

Foi então que Ana entendeu que a solução para tudo aquilo era derramar o coração diante do Senhor. A Bíblia diz que ela foi ao templo e começou a orar com coração quebrantado e amargura de alma — tão abatida que a oração nem saía em voz audível; eram apenas sussurros, gemidos. E é assim, muitas vezes, conosco também. Existem momentos tão desafiadores na nossa vida que não conseguimos articular palavras. Só saem lágrimas, gemidos e suspiros.

Mas esses gemidos da alma são interpretados pelo Espírito Santo, que os conduz ao trono da graça e traz a resposta de Deus à nossa vida — como aconteceu com Ana. É por isso que a Bíblia nos diz: "Da mesma forma, o Espírito nos ajuda na fraqueza, pois não sabemos orar como convém, mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis" (Romanos 8:26).

Há ainda uma expressão poderosa que Jesus usa em Mateus 6:6: "O teu Pai, que vê em secreto, te recompensará." O texto não diz "o teu Pai que ouve" — diz "que vê". Porque há momentos em que você não consegue produzir palavras. Você está ali de joelhos, chorando, soluçando, balbuciando como uma criança que está aprendendo a falar. E Deus vê. Ele viu a oração de Ana. E nos vê também.

PRIMEIRA LIÇÃO: O SENHOR OUVE O CLAMOR DOS QUE DECIDEM BUSCÁ-LO

Nos versículos 1 a 18 do primeiro capítulo de Primeira Samuel, vemos a saga de Ana buscando a Deus. Ela poderia ter buscado vingança de Penina. Poderia ter reclamado da vida, murmurado ou questionado: "Por que Deus me fez estéril?" Mas, em vez disso, Ana decidiu buscar ao Senhor, porque entendeu que somente Ele era capaz de resolver o seu problema.

Que lição preciosa para nós! Muitas vezes não buscamos a solução em Deus — ou o procuramos apenas como último recurso. Diante de uma crise, a tendência é reclamar, murmurar, responsabilizar líderes, o governo ou a família. Às vezes buscamos até vingança daqueles que nos prejudicaram. Ana não fez nada disso. Ela foi diretamente àquele que tinha o poder de resolver o seu problema.

E o Senhor a ouviu. Isso nos ensina uma verdade fundamental: Deus ouve o clamor de todos os que decidem buscá-lo, humilhar-se diante d'Ele e invocar o Seu nome santo. A Bíblia é clara: "Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á" (Mateus 7:7). E ainda: "Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, orar e buscar a minha face, e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra" (2 Crônicas 7:14).

Nenhuma lágrima derramada na presença de Deus ficará sem resposta. Nenhuma oração, nenhuma súplica, nenhum gemido inexprimível gerado diante d'Ele será ignorado. Muitas vezes, as suas lágrimas são toda a oração de que você precisa — e, misturadas com fé, elas são levadas ao trono da graça e atraem o favor de Deus na sua direção.

Depois que Ana clamou, Deus usou o próprio sacerdote Eli — que a princípio a havia mal compreendido — para pronunciar a palavra: "Vai em paz; e o Deus de Israel te conceda a petição que lhe fizeste" (1 Samuel 1:17). E assim aconteceu. A situação de Ana era, do ponto de vista natural, impossível. Mas Deus é o Deus que faz o impossível acontecer.

Em vez de reclamar, murmurar ou buscar vingança, decida orar. Decida buscar o Senhor. Qual é o milagre que você precisa? É na sua família? No seu casamento? Na vida dos seus filhos? Nas suas finanças? Na sua saúde? Seja qual for a área, se você clamar, se você interceder, se você buscar — “Samuel” vai nascer na sua vida. O milagre vai acontecer.

SEGUNDA LIÇÃO: DEUS FAZ MAIS DO QUE PEDIMOS OU PENSAMOS

Ana pediu um filho a Deus. Apenas um — que tirasse dela a vergonha da esterilidade, que removesse o estigma de mulher amaldiçoada, que alegrasse a sua casa. Mas a Bíblia nos diz em 1 Samuel 2:21: "E o Senhor visitou a Ana, e ela concebeu e deu à luz três filhos e duas filhas." Além de Samuel, ela teve mais cinco filhos. Pediu um, recebeu seis — porque Deus sempre faz além do que pedimos ou pensamos.

O apóstolo Paulo confirma essa verdade: "Ora, àquele que é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo o que pedimos ou pensamos, conforme o poder que opera em nós" (Efésios 3:20). Esse poder está operando em você agora. Ele pode fazer mais do que você está pedindo, mais do que está pensando, mais do que está imaginando.

Talvez você esteja pedindo a Deus a salvação do seu marido — e Deus esteja querendo fazer dele um pregador da Palavra. Talvez você peça pela liberdade do seu filho, e Deus queira fazer dele um missionário. Talvez você esteja pedindo a bênção de uma pequena empresa, e Deus queira alargar as suas tendas além do que você consegue enxergar. Porque é assim que Ele age: não apenas abençoa — Ele transborda.

Ana pediu um filho para calar a boca da rival e remover a vergonha. E Deus deu a ela uma aljava completa. O Salmo 127:3-5 diz: "Herança do Senhor são os filhos; o fruto do ventre, um galardão. Como flechas na mão do guerreiro, assim são os filhos da juventude. Feliz o homem que enche delas a sua aljava." Ana recebeu seis flechas, porque Deus é poderoso para fazer mais.

TERCEIRA LIÇÃO: A BÊNÇÃO NÃO PODE ROUBAR O LUGAR DO ABENÇOADOR

Ana fez um voto a Deus: "Senhor dos Exércitos, se benignamente atentares para a aflição de tua serva, se te lembrares de mim e me deres um filho varão, eu o darei ao Senhor por todos os dias da sua vida" (1 Samuel 1:11). Ela entendia que a bênção não poderia ser maior do que o Abençoador.

Assim como Deus pediu a Abraão que oferecesse Isaque no altar (Gênesis 22), não porque precisasse provar o que já sabia — pois Deus é soberano e onisciente —, mas para que Abraão se conhecesse e entendesse que a bênção não poderia ocupar o lugar do Abençoador no seu coração. A bênção é legítima e preciosa — mas não pode se tornar um ídolo.

Um ídolo não é apenas uma escultura diante da qual alguém se prostra. É qualquer coisa que pode roubar o lugar de Deus no coração — um filho, um marido, uma esposa, um carro, uma empresa, um negócio. Qualquer coisa que assuma o trono do coração no lugar do Senhor. A Bíblia alerta em Eclesiastes 5:4 que "voto de tolo" é aquele que é feito e não cumprido. Ana, porém, foi diferente.

Quando Samuel foi desmamado, ela o levou ao templo em Siló e o colocou nas mãos do sacerdote Eli: "Por este menino orava eu, e o Senhor me concedeu a petição que lhe fizera. Pelo que também eu o trago como devolvido ao Senhor" (1 Samuel 1:27-28). A partir daquele momento, Samuel ficou morando no templo — treinado a ouvir a voz de Deus desde criança, até se tornar profeta, sacerdote e juiz em Israel.

Imagine o desprendimento de Ana. Com o filho desmamado — em média aos dois anos —, ela o levou ao templo e o deixou ali. Passaria a vê-lo apenas uma vez por ano. E Samuel não guardou mágoa. Provavelmente foi ele mesmo quem escreveu esse texto, para mostrar o quanto Ana foi honrada por Deus justamente por estar disposta a abrir mão da bênção para servi-Lo.

Há alguns anos, quando meu pai faleceu, recebemos um seguro de vida — uma herança que, para mim e minha esposa, depois de quinze anos sonhando com a casa própria, parecia um bálsamo no deserto. Fechamos o negócio por um terreno aqui mesmo, na Palmeira. Estávamos felizes. Mas quando fui orar, ouvi claramente a voz do Espírito Santo: não era para construir a nossa casa. Era para doar o terreno à igreja — o terreno onde estamos agora.

Fui falar com minha esposa. Ela perguntou: "Você tem certeza que Deus falou contigo?" Respondi: "Creio que sim." E ela disse: "Se Deus falou contigo, então pode doar." E doamos. Continuamos sonhando, esperando, crendo. E no final do ano passado, depois de 28 anos de espera, o Senhor nos permitiu ter a nossa casa própria. Não à vista — estamos pagando pela Caixa. Se Deus não mandar uma bênção para quitar antes, vou ter mais de 80 anos quando terminar de pagar. Mas Deus tem honrado, parcela a parcela.

Não pense que a vida de um pastor é fácil. É na luta, é na peleja. Mas Deus honra. E muitas vezes Ele nos pede que abramos a mão de algo para nos abençoar com muito mais. Como fez com Ana. Como fez com Abraão. Como tem feito comigo.

QUARTA LIÇÃO: AS MAIORES VERDADES SE APRENDEM NO DESERTO

Depois de toda a sua experiência com Deus, Ana aprendeu verdades espirituais extraordinárias. Em 1 Samuel 2:1-10, ela ora e proclama a soberania divina com uma profundidade que só a provação é capaz de produzir: "O meu coração se alegra no Senhor; a minha força está exaltada no Senhor. O arco dos poderosos é quebrado, e os fracos se cingem de força" (1 Samuel 2:1,4).

Ana entendeu que é Deus quem exalta e quem humilha — que o homem não prevalece pela própria força. Assim como Jó, que após suportar uma prova extraordinária declarou: "Antes eu te conhecia de ouvir falar, mas agora os meus olhos te veem" (Jó 42:5). As maiores verdades só se aprendem no meio da provação.

Você vai aprender mais no tempo da provação do que no tempo da bonança. Não pense que o que está enfrentando agora é um desperdício. O deserto não é morada permanente — é escola. É a maior escola do Espírito Santo. Nem mesmo o Senhor Jesus foi poupado do deserto: "Embora sendo Filho, aprendeu a obediência por meio do que sofreu" (Hebreus 5:8).

Se o próprio Filho de Deus — obediente e submisso ao Pai por natureza — precisou aprender pelo sofrimento, quanto mais nós, cuja natureza é rebelde e obstinada. O apóstolo Paulo reconheceu isso em Romanos 7:19: "O bem que quero não faço, mas o mal que não quero esse pratico." A saída que ele encontrou foi a mesma de sempre: a graça de Deus em Cristo Jesus.

Há uma lei do reino que aprendi e peço a Deus que me dê sempre graça de lembrar: quanto mais rápido a gente aprende a lição, mais rápido sai do deserto. O povo de Israel poderia ter chegado à Terra Prometida em dias — mas passou quarenta anos errando porque murmuravam e chamavam o maná de "pão desprezível" (Números 21:5). Jesus foi ao deserto e ficou quarenta dias, porque era o Filho obediente. A diferença está na disposição de aprender.

Recentemente vivi isso na própria pele. Depois de receber duas bênçãos pelas quais orava há mais de vinte anos — a viagem a Israel e a casa própria —, fui atacado violentamente na saúde. A prova foi severa. Houve momentos em que só consegui dizer: "Senhor, se não for a Tua graça, não vou suportar." E Ele colocou a Sua mão. Ele sustentou. Cada dia mais forte, cada dia mais saudável, para a glória de Deus.

Deus não poupou Ana do deserto. Não poupou Jó, Moisés, o povo de Israel, Gideão — nem a mim, nem a você. Todos os filhos de Deus são treinados no deserto. Mas as maiores experiências com Ele acontecem exatamente ali. No deserto você vai ouvir a Sua voz, ver a Sua mão te sustentando e experimentar a Sua ação sobrenatural.

QUINTA LIÇÃO: BUSQUE A DEUS TANTO NA ADVERSIDADE QUANTO NA BONANÇA

A última lição que aprendemos com Ana é a lição da constância. Em 1 Samuel 1:10, ela ora no tempo da prova: "Ana, com amargura d'alma, orou ao Senhor e chorou abundantemente." Mas em 1 Samuel 2:1, depois de receber o milagre, ela continua orando: "O meu coração se alegra no Senhor." Ana não buscou a Deus apenas na crise — ela o buscou também na bênção.

A maioria dos crentes age diferente: no tempo da crise, chora, jejua, ora, não perde um culto. Mas quando a bênção chega, desaparece. Quando Deus faz o milagre, some. A bênção se transforma em ídolo, e o Abençoador é esquecido. Ana nos ensina o caminho contrário: ela estava mais apegada ao Dono da bênção do que à bênção em si.

É por isso que no capítulo 2 ela não diz "o meu coração se alegra na bênção" — ela diz "o meu coração se alegra no Senhor". A alegria dela estava em Deus, não no que Deus havia dado. E é essa postura que nos protege do maior perigo da prosperidade: o afastamento de Deus.

Deus não tem dificuldade alguma de nos abençoar — na saúde, no casamento, nas finanças. O desafio está em nós: nem todo mundo está preparado para a bênção. Ela pode ser mais perigosa do que o tempo da adversidade, se o coração não estiver preparado. A Bíblia nos adverte que nos últimos dias "o amor de muitos esfriará" (Mateus 24:12) — e vemos isso acontecer ao redor.

Por isso, faça um pacto com Deus como Ana fez: "Senhor, quando o Senhor me abençoar, vou continuar buscando, continuarei fervoroso na Tua presença." Vigile o seu coração. Não deixe que a bênção roube o lugar do Abençoador.

CONCLUSÃO

A história de Ana começou com joelhos dobrados, coração quebrantado e lágrimas nos olhos. E termina com um cântico de vitória ao Senhor. Começou com humilhação, com vergonha e com o peso da esterilidade — e termina com a aljava cheia e a boca transbordante de louvor.

Você também vai cantar o seu hino de vitória. Que possamos aprender a buscar o Senhor com intensidade — na prova e na bonança — e a devolver para Ele o fruto do nosso milagre. Em nome de Jesus.

Amém.

sexta-feira, abril 10, 2026

O CORAÇÃO DE UM VERDADEIRO LÍDER - JOSIVALDO OLIVEIRA

 


O CORAÇÃO DE UM VERDADEIRO LÍDER: A INTERCESSÃO DE MOISÉS

Nesta manhã (09/04/2026) de meditação na Palavra de Deus, detive-me no capítulo 27 do livro de Números. Um trecho precioso me chamou a atenção, registrado especificamente nos versículos 16 e 17, que narra a intercessão de Moisés em favor do povo de Israel.

A FALHA E A SENTENÇA

O contexto desse texto é profundo e, de certa forma, melancólico. Aqui, Deus prediz a morte de Moisés. O Senhor lhe comunica que ele seria "recolhido" ao seu povo, da mesma forma que seu irmão, Arão, o fora. O motivo dessa sentença foi a rebeldia ocorrida no deserto de Zim, quando eles feriram a rocha por duas vezes em vez de apenas falarem a ela, como o Senhor ordenara (Números 20:11-12). Aquela rocha era um símbolo, uma tipificação de Cristo, mas Moisés, em um momento de extrema irritação, agiu com as mãos quando deveria ter agido com a voz.

Usando uma linguagem atual, poderíamos dizer que Moisés estava "estressado". Ele liderava um povo de "dura cerviz", uma gente de coração endurecido, teimosa e rebelde. Por conta desse esgotamento e da ira contra a congregação, ele bateu na rocha. Como consequência, a Bíblia registra que ele e Arão não entrariam na Terra Prometida; eles a veriam de longe, mas não pisariam nela (Números 27:12-14).

UM CLAMOR POR SUCESSÃO

O que é verdadeiramente precioso nesse relato é a reação de Moisés. Mesmo sabendo que estava sendo punido e que sua jornada estava chegando ao fim, o coração desse líder não se amargurou. Ele amava tanto aquelas pessoas que, em vez de se lamentar, levantou um clamor intercessório.

Moisés orou para que Deus levantasse um sucessor à altura do chamado, alguém capaz de conduzir Israel em suas entradas e saídas, para que o povo do Senhor não ficasse à deriva. O texto sagrado registra sua prece:

"O Senhor, Deus dos espíritos de toda a carne, ponha um homem sobre esta congregação, que saia diante deles, e que entre diante deles, e que os faça sair, e que os faça entrar; para que a congregação do Senhor não seja como ovelhas que não têm pastor." (Números 27:16-17)

Essa atitude revela a estatura espiritual de Moisés. O verdadeiro líder pensa mais naqueles a quem serve do que em si mesmo. Outra pessoa, ao saber que seria punida por causa do "estresse" causado pelo povo, talvez se silenciasse ou até guardasse rancor. Mas Moisés intercedeu. Ele se importava. Ele desejava que, após a sua partida, o povo continuasse sendo guiado e conduzido pelo Senhor. Não havia nele espaço para ciúme, inveja ou ódio; havia apenas amor.

A ESCOLHA DO SUCESSOR

Deus, em Sua infinita graça, respondeu ao clamor de Moisés. A partir do versículo 18, vemos a ordem divina:

"Disse o Senhor a Moisés: Toma a Josué, filho de Num, homem em quem há o Espírito, e impõe-lhe a mão. Apresenta-o perante Eleazar, o sacerdote, e perante toda a congregação, e dá-lhe as tuas ordens na presença deles. Põe sobre ele da tua autoridade, para que lhe obedeça toda a congregação dos filhos de Israel." (Números 27:18-20)

Josué já era um servo fiel de Moisés há muitos anos. Ele era aquele que ficava do lado de fora da tenda quando Moisés entrava para buscar a presença do Senhor. Foi quem subiu parte do monte e esperou pacientemente pelo seu líder. Josué provou sua fidelidade durante mais de quatro décadas. Por isso, Deus o designou para receber as instruções e a autoridade de Moisés.

UMA LIÇÃO PARA O MINISTÉRIO

A lição que fica para todos nós que servimos a pessoas e exercemos algum tipo de liderança espiritual é clara: precisamos amar as pessoas muito mais do que a nós mesmos. Devemos amar o povo de Deus, ainda que, por vezes, ele seja teimoso, rebelde ou nos cause tristeza. O nosso coração precisa ser amoroso e intercessor. Que possamos aprender com Moisés a desejar que o povo seja sempre guiado pelo Senhor e a orar constantemente para que Deus levante novos líderes e sucessores para cuidar do Seu rebanho.

Que Deus te abençoe!



sábado, abril 04, 2026

O VERDADEIRO SENTIDO DA PÁSCOA

 


O VERDADEIRO SENTIDO DA PÁSCOA

O AMOR QUE ATRAVESSOU A MORTE

A Páscoa não começou com chocolate; ela começou com o Deus que decidiu morrer por você. Longe de ser apenas sobre coelhos, ovos ou tradições vazias, a Páscoa é a celebração de um amor tão profundo e tão vasto que foi capaz de atravessar o abismo da morte apenas para te alcançar. Como nos diz a Escritura: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16).

Enquanto muitos se perdem em símbolos passageiros, poucos compreendem a magnitude do sacrifício que o nosso Senhor Jesus consumou no Calvário. Ele não morreu por acaso, nem foi vítima das circunstâncias. Ele se entregou voluntariamente naquela cruz para carregar os nossos pecados e nos garantir o direito à eternidade (Efésios 1:7). Ali, Ele levou sobre si a nossa dor, o nosso pecado, as nossas enfermidades, maldições e mazelas, abrindo o caminho para que tivéssemos acesso à vida (Isaías 53:4-5) e, acima de tudo, acesso direto ao coração do Pai (João 14:6).

A VITÓRIA SOBRE O SEPULCRO

Mas a história não termina no peso da cruz, nem se encerra no silêncio do sepulcro. Ao terceiro dia, a Bíblia relata o evento que dividiu o tempo: o Senhor Jesus ressuscitou (Mateus 28:1-6)! E isso, meus irmãos, muda absolutamente tudo. A ressurreição é a prova definitiva de que a morte não teve a última palavra. O pecado não venceu, o mal foi derrotado e as trevas não prevaleceram (1 Coríntios 15:54-57).

A ressurreição é o selo de que ainda existe esperança para você e para mim. A Páscoa é, em sua essência, um convite — o convite amoroso de Deus estendido a cada um de nós: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei” (Mateus 11:28).

UM NOVO COMEÇO

Hoje, o Senhor Jesus continua a dizer:

— Volte para Deus. Volte para a vida. Recomece.

Ele bate à porta do seu coração (Apocalipse 3:20), oferecendo uma nova história; um relato não mais de dor, mas de esperança, amor e paz. Pois, se alguém está em Cristo, nova criatura é (2 Coríntios 5:17).

Aquele que morreu, ressuscitou! Ele está vivo e o Seu poder de transformar destinos permanece intacto. Ele deseja transformar a sua vida hoje, pois o Evangelho é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê (Romanos 1:16).


Deus te abençoe e feliz Páscoa!


terça-feira, março 31, 2026

A CAMINHO DO PROPÓSITO - JOSIVALDO OLIVEIRA

 

A CAMINHO DO PROPÓSITO

POR JOSIVALDO OLIVEIRA

Diz assim a Palavra do Senhor em Lucas 19:28-44:

"E, dito isto, prosseguia Jesus subindo para Jerusalém. Aconteceu que, ao aproximar-se de Betfagé e de Betânia, junto ao Monte das Oliveiras, enviou dois dos seus discípulos, dizendo-lhes: 'Ide à aldeia fronteira e ali, ao entrardes, achareis preso um jumentinho que jamais homem algum montou; soltai-o e trazei-o. E, se alguém vos perguntar: Por que o soltais?, respondereis assim: Porque o Senhor precisa dele'.

Indo os que foram mandados, acharam segundo lhes dissera Jesus. Quando eles estavam soltando o jumentinho, seus donos lhes perguntaram: 'Por que soltais o jumentinho?'. Eles responderam: 'O Senhor precisa dele'. Então, o trouxeram a Jesus e, pondo as suas vestes sobre o animal, ajudaram Jesus a montar.

Enquanto ele ia, estendiam no caminho as suas vestes. E, quando se aproximava da descida do Monte das Oliveiras, toda a multidão dos discípulos passou, jubilosa, a louvar a Deus em alta voz, por todos os milagres que tinham visto, dizendo: 'Bendito o Rei que vem em nome do Senhor! Paz no céu e glória nas maiores alturas!'.

Ora, alguns dos fariseus lhes disseram, em meio à multidão: 'Mestre, repreende os teus discípulos!'. Mas Ele respondeu: 'Asseguro-vos que, se eles se calarem, as próprias pedras clamarão'.

Quando ia chegando, vendo a cidade, chorou sobre ela, dizendo: 'Ah! Se conhecesses por ti mesma, ainda hoje, o que é devido à paz! Mas isto está agora oculto aos teus olhos. Pois sobre ti virão dias em que os teus inimigos te cercarão de trincheiras e, por todos os lados, te apertarão e te arrasarão, a ti e a teus filhos dentro de ti; e não deixarão em ti pedra sobre pedra, porque não reconheceste a oportunidade da tua visitação'. (Lucas 19:28-44)

O CLAMOR PELA PALAVRA

Estenda as suas mãos e ore comigo:

"Querido Pai, nós pedimos ao Senhor que o Teu Espírito Santo fale ao nosso coração nesta hora, poderosamente, através da Tua Palavra. Que por ela sejamos ministrados e edificados, Senhor. Joga por terra todo empecilho à Tua Palavra; que caia toda resistência espiritual. Que os céus sobre nossa cabeça sejam abertos para recebermos mais de Ti. Pai querido, fala ao nosso coração para a glória do Teu nome. Em nome de Jesus, amém!"


UM PERCURSO COM DESTINO CERTO

Eu quero trazer uma reflexão sob o tema: A Caminho do Propósito.

Neste texto, a Bíblia nos informa que Jesus subia para Jerusalém. Saiba de uma coisa: aquele não era um percurso comum. Não era apenas uma viagem rotineira. Era o caminhar em direção ao cumprimento da Sua missão, do propósito que Deus Lhe havia confiado.

E qual era a Sua missão? A missão de dar a Sua vida em resgate de todos nós.

Cada passo que Jesus dava rumo à Cidade Santa, cada pegada deixada no caminho para Jerusalém, representava um avanço para o sacrifício final. Ele caminhava para ser, de fato, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (João 1:29).

A RESOLUÇÃO DO CORDEIRO

A Bíblia nos revela que Jesus estava decidido. Ele estava resoluto em obedecer ao Pai completamente. O Seu coração transbordava obediência. Ele sabia que aquela era a Sua última semana antes de selar o Seu propósito na terra.

Como eu disse, cada passo em direção a Jerusalém era um passo a mais em direção à cruz. Jesus não vacilou; Ele tinha no coração a clareza de que o Seu sacrifício era o preço da nossa liberdade. Ele não estava apenas viajando; Ele estava cumprindo o destino para o qual nasceu.

Quais são as lições que podemos extrair deste texto? O que o Espírito Santo deseja nos ensinar através desses eventos em Jerusalém?


A PRIMEIRA LIÇÃO: O PODER DO LIBERTADOR

A primeira grande lição que salta aos nossos olhos é a revelação de Jesus como o Libertador. Ele é aquele que quebra as correntes e nos traz à liberdade. No decorrer de Sua jornada, vemos Jesus dar uma ordem clara e específica aos Seus discípulos. Ele não dá uma sugestão; Ele emite um comando: aquele jumentinho que estava preso deveria ser solto.

Conforme lemos em Lucas 19:29-31:

"Ora, aconteceu que, ao aproximar-se de Betfagé e de Betânia, junto ao monte das Oliveiras, enviou dois dos seus discípulos, dizendo-lhes: 'Ide à aldeia fronteira e ali, ao entrardes, achareis preso um jumentinho que jamais homem algum montou. Soltai-o e trazei-o. E, se alguém vos perguntar por que o soltais, respondereis assim: Porque o Senhor precisa dele'."

Havia ali, no povoado de Betfagé, um animal que estava cativo. E a ordem do Mestre foi curta e direta: "Soltai-o". E Ele ainda instruiu: "Se alguém questionar o que vocês estão fazendo, apenas digam que o Mestre precisa dele".

O VALOR DO SER HUMANO PARA DEUS

Aqui encontramos uma lição profunda. Reflita comigo: se Jesus se preocupou em orientar que um animal fosse solto para que o Seu propósito se cumprisse, quanto mais Ele não faria pelo ser humano? O valor de uma vida humana excede o de qualquer animal. O próprio Jesus reforça essa verdade em Mateus 6:26, quando questiona: "Porventura não valeis vós muito mais do que as aves?".

Lembrem-se de quando Jesus libertou aquela mulher que vivia curvada. Ao ser acusado pelo dirigente da sinagoga por realizar uma cura no sábado, Ele os confrontou com a lógica da misericórdia: "¹ Indignado porque Jesus havia curado no sábado, o dirigente da sinagoga disse ao povo: "Há seis dias em que se deve trabalhar. Venham para ser curados nesses dias, e não no sábado". O Senhor lhe respondeu: "Hipócritas! Cada um de vocês não desamarra no sábado o seu boi ou jumento do estábulo e o leva dali para dar-lhe água? Então, esta mulher, uma filha de Abraão a quem Satanás mantinha presa por dezoito longos anos, não deveria no dia de sábado ser libertada daquilo que a prendia? "  (Lucas 13:14-16).

Vivemos em uma geração que, por vezes, inverte os valores, amando mais os animais do que as pessoas. É claro que o justo cuida bem dos seus animais (Provérbios 12:10), e devemos tratá-los com zelo, mas o valor humano está acima de qualquer outra criatura.

QUEBRANDO AS CADEIAS MODERNAS

Por trás do cenário daquele jumentinho sendo desatado, há uma mensagem preciosa: Jesus é o Libertador de todo ser humano. Se Ele mandou libertar um animalzinho para servi-Lo, muito mais Ele deseja libertar você das cadeias, das prisões e das algemas que tentam te paralisar.

Quantas pessoas em nossos dias estão presas?

  • Presas em cadeias emocionais: na depressão, na angústia, no medo e no pavor.

  • Presas em prisões espirituais: na idolatria, na feitiçaria ou na cegueira espiritual.

Muitos já tentaram encontrar a saída por todos os meios humanos e falharam. Por quê? Porque em casos assim, só a intervenção direta do Senhor Jesus resolve. Somente uma ordem d’Ele é capaz de trazer o cativo para a luz. Como está escrito em João 8:36:

"Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres."

A primeira lição deste pano de fundo é esta: Jesus é o seu Libertador! Ele é Aquele que ordena que as cordas se quebrem para que você possa caminhar no propósito d’Ele.


A SEGUNDA LIÇÃO: O LOUVOR QUE INCOMODA A RELIGIOSIDADE

A segunda lição que encontramos neste texto é que o louvor genuíno a Deus incomoda a religiosidade. Conforme nos informa o Evangelho de Lucas 19:37-38, ao aproximarem-se da descida do Monte das Oliveiras, a multidão de discípulos, transbordante de alegria, passou a louvar a Deus em alta voz: "Bendito o Rei que vem em nome do Senhor!".

Eles começaram a louvar porque seus corações estavam saltando de alegria pelos milagres que haviam presenciado, pelas coisas grandiosas que viram Jesus operar. Meus amados, não há como percebermos o agir de Deus em nossas vidas — seja em qual área for — e não nos alegrarmos. É impossível experimentar milagres e não ter uma atitude de louvor e adoração. Somente um coração mergulhado na ingratidão permaneceria em silêncio diante da manifestação poderosa da mão de Deus sobre nós.

Aquela multidão estava exultante. Ao aclamarem Jesus, eles citavam o Salmo 118:26, que declara:

"Bendito o que vem em nome do Senhor; nós vos bendizemos da casa do Senhor." Eles estavam reconhecendo Jesus como o Rei messiânico prometido, o Messias que finalmente chegava. E, enquanto o louvor subia, a resistência se levantava.

O LOUVOR QUE INCOMODA O INFERNO

A Bíblia nos mostra que os fariseus se inquietaram. Eles ficaram profundamente incomodados. Entendam uma coisa, irmãos: onde a glória de Deus se manifesta, haverá resistência. Onde há louvor e adoração sincera, o inferno se manifestará para se opor. Naquele momento, a oposição veio através dos fariseus. Incomodados com a verdade que saía da boca do povo, eles se dirigiram a Jesus e ordenaram:

— Mestre, manda que os Teus discípulos se calem! Manda que fiquem quietos e parem de adorar!

Mas a resposta de Jesus foi categórica e ecoa até os dias de hoje:

— Eu vos digo que, se estes se calarem, as próprias pedras clamarão! (Lucas 19:40).

Isso nos mostra, queridos, que o louvor e a adoração ao Senhor não podem ser reprimidos. Jesus veio para nos salvar do domínio do pecado, da presença do pecado e das suas consequências eternas. Por isso, Ele é digno de todo louvor, de toda glória e de toda honra.

A INVEJA DA INTIMIDADE

Como aqueles discípulos, nós devemos adorar ao Senhor pelos Seus feitos poderosos. Mas não se surpreenda se, ao entregar sua verdadeira adoração, você for alvo de oposição ou ridicularização. Infelizmente, sempre haverá quem se levante contra a unção e a intimidade que um servo de Deus carrega.

Há pessoas que não terão inveja da sua conta bancária, da sua beleza estética, da sua força física ou da sua inteligência. O que despertará a inveja delas será a sua intimidade com o Pai. Elas terão inveja da unção que você carrega e da presença de Deus que flui na sua vida. A religiosidade morta não suporta o fogo do espírito de quem adora em espírito e em verdade (João 4:24).


A INVEJA QUE NASCE DA INTIMIDADE

Vemos esse princípio operando claramente na história de Caim e Abel (Gênesis 4). Humanamente falando, a Bíblia não nos diz que Abel era mais inteligente que Caim, nem que possuía mais riquezas ou propriedades. Não há evidências de que Abel fosse o filho preferido de Adão e Eva, como José foi para Jacó. Então, por que Caim se levantou contra o próprio irmão para matá-lo? O que Abel possuía que Caim não tinha?

A diferença não era material, intelectual ou cognitiva. A única e crucial diferença é que Abel tinha comunhão com Deus. Abel possuía intimidade. Ele era obediente, e essa obediência trazia um incômodo insuportável para Caim. Por ouvir a voz de Deus e segui-Lo, Abel despertou no irmão um sentimento maligno de inveja e ciúmes, que culminou em tragédia.

O SILÊNCIO DOS RELIGIOSOS

Da mesma forma agiram os fariseus. Ao verem os discípulos louvando a Deus pela vida de Jesus, com corações transbordantes de esperança messiânica, eles se enfureceram. Aqueles discípulos entendiam que as profecias — de Gênesis a Malaquias — estavam se cumprindo diante de seus olhos. Eles clamavam:

— Bendito o Rei que vem em nome do Senhor! Glória a Deus nas alturas! (Lucas 19:38).

Inquietados pela adoração, os fariseus reagiram:

— Mestre, repreende os Teus discípulos! Manda que calem a boca, que parem de cantar e adorar!

Entendam isto: aqueles que estão presos ao espírito da religiosidade não conseguem ser felizes na presença de adoradores genuínos. Eles não sentem paz onde há liberdade no Espírito. Por isso, prepare-se: haverá pessoas com inveja de você, não pelo seu dinheiro, pelo seu conhecimento intelectual ou pelo diploma pendurado na parede. Elas terão inveja porque você é íntimo de Deus.


O PRIVILÉGIO DE OUVIR OS SEGREDOS DO CÉU

Quando somos íntimos do Pai, recebemos revelações que ninguém mais recebe. Os íntimos de Deus ouvem de antemão o que está sendo anunciado nas cortes celestiais. O Senhor mesmo disse a respeito de Abraão: "Ocultarei eu a Abraão o que faço?" (Gênesis 18:17). E a Palavra ainda afirma em Amós 3:7: "Certamente o Senhor Deus não fará coisa alguma, sem ter revelado o seu segredo aos seus servos, os profetas."

Quem tem intimidade tem respostas; quem tem intimidade é conhecido no céu. Você não apenas conhece Jesus, você é conhecido por Ele! Seu nome é pronunciado diante do trono.

É por essa razão que o inimigo levanta pessoas para suscitar ódio contra os íntimos. O objetivo das trevas é calar a sua voz. Mas Jesus, olhando para a resistência religiosa, deixou o aviso final:

— Se estes se calarem, as próprias pedras clamarão! (Lucas 19:40).


A TERCEIRA LIÇÃO: O CHORO DO MESTRE

A terceira lição que extraímos deste texto sagrado diz respeito ao choro de Jesus (Lucas 19:41-44). Nas Escrituras, encontramos o registro de Jesus chorando em pelo menos dois momentos marcantes. O primeiro é amplamente conhecido, em João 11:35, o menor versículo da Bíblia: "Jesus chorou". Naquela ocasião, diante da morte de Lázaro e ao ver a dor da família, o Mestre se comoveu. Mesmo sabendo que operaria o milagre da ressurreição em instantes, Ele chorou por empatia ao sofrimento humano.

O segundo registro ocorre aqui, no momento em que Ele entra em Jerusalém. A narrativa alcança um ponto de profunda emoção. Quando Jesus avista a Cidade Santa do alto, a Bíblia diz que Ele chora sobre ela. Ao aproximar-se e ver a cidade, o Seu coração transborda e Ele exclama:

— Ah! Se tu conhecesses, ao menos neste dia, o que te poderia trazer a paz! Mas agora isso está oculto aos teus olhos.

O PREÇO DA CEGUEIRA ESPIRITUAL

Jesus não estava apenas lamentando; Ele estava profetizando. Ele via o que eles não podiam ver:

— Pois sobre ti virão dias em que os teus inimigos te cercarão de trincheiras e, por todos os lados, te apertarão o cerco. Eles te arrasarão, a ti e aos teus filhos, e não deixarão em ti pedra sobre pedra, porque não reconheceste a oportunidade da tua visitação. (Lucas 19:43-44).

Eu queria que você repetisse comigo esta parte final. Diga com autoridade:

— Porque não reconheceste a oportunidade da tua visitação!

Mais uma vez:

— Porque não reconheceste a oportunidade da tua visitação!

Por que Jesus chorava sobre Jerusalém? O choro do Senhor não era pela estrutura física. Ele não chorava como Neemias, cujas lágrimas caíam pelos muros derrubados (Neemias 1:4). Ele não chorava como Esdras, que lamentava as ruínas do Templo após o cativeiro. Naquele momento, a estrutura de Jerusalém estava impecável, grandiosa. Jesus chorava, na verdade, pela cegueira espiritual daquele povo.

O VERBO QUE HABITOU ENTRE NÓS

Havia uma cegueira que os impedia de entender que aquele era o tempo da graça. O próprio Salvador, o Deus encarnado, decidiu viver entre eles. Como nos diz o apóstolo João: "E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade" (João 1:14).

Mas eles não reconheceram o Filho de Deus. Seus olhos espirituais estavam cerrados. Para a maioria, Jesus era apenas "o filho do carpinteiro". Era apenas o filho de José e de Maria — aquela jovem que os historiadores dizem ter sido mãe por volta dos 14 ou 15 anos. Para eles, Jesus era apenas o irmão de Tiago; no máximo, um profeta comum. Para outros, infelizmente, Ele era visto como um rebelde ou um charlatão.

Poucos tinham a revelação de quem Ele era de fato. Tanto que, em um momento de intimidade com os doze discípulos, Jesus os questionou:

— Quem dizem os homens que eu sou?

Eles responderam o que ouviam nas ruas: "Uns dizem que és Elias; outros, Jeremias ou um dos profetas". Então, Jesus confrontou o círculo íntimo:

— E vós, quem dizeis que eu sou?

Simão Pedro, movido pelo Espírito Santo, declarou:

— Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo!

E Jesus lhe respondeu:

— Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, porque não foi carne ou sangue que te revelou, mas meu Pai, que está nos céus. (Mateus 16:13-17).


A PAZ QUE O MUNDO NÃO DÁ

Para aqueles judeus, para aquela Jerusalém da época, Jesus era apenas um homem comum. Seus olhos espirituais estavam cerrados, incapazes de enxergar a glória que estava diante deles. É por isso que Jesus começa a chorar. Ele pranteia como se dissesse:

— Ah, Jerusalém! Se tu soubesses como conquistar a paz verdadeira...

Vocês têm lutado tanto por paz, combatendo impérios que tentaram escravizá-los durante séculos: o Egito, a Babilônia, os Medos, os Persas, a Grécia e, agora, Roma. Vocês sempre buscaram se livrar daqueles que os aprisionam, buscando uma paz política e externa. Mas, se vocês realmente soubessem como conquistar a paz de fato! Se soubessem que Eu sou o Príncipe da Paz (Isaías 9:6) e que, ao Me aceitarem como Senhor, desfrutariam de uma paz que as guerras externas não podem roubar.

Infelizmente, Ele conclui com tristeza:

— Mas isso está agora oculto aos teus olhos.

Jerusalém estava cega. Seus olhos espirituais estavam obscurecidos, sem nitidez sobre as realidades do Reino. E Jesus, com o coração pesado, profetiza as consequências dessa cegueira: o cerco, a destruição e o fato de que não deixariam pedra sobre pedra. E por que tudo isso? A resposta ressoa como um alerta eterno: "Porque não reconheceste a oportunidade da tua visitação" (Lucas 19:44).

A CEGUEIRA ESPIRITUAL EM NOSSOS DIAS

Meus amados, assim como naquela época, hoje existem muitas pessoas com os olhos espirituais fechados. Em nossos dias, há muitos que caminham com a alma obscurecida, correndo perigos semelhantes aos de Jerusalém, pois não conseguem enxergar um palmo à frente no que diz respeito às realidades eternas.

É um risco fatal não reconhecer que Deus envia pessoas para pregar o Evangelho da Graça. É um risco fatal não discernir os enviados do Senhor. Acima de tudo, é um risco fatal não reconhecer Jesus como seu Salvador e Senhor pessoal.

Nunca vivemos um tempo tão desafiador quanto este. De vez em quando, assisto a vídeos de entrevistas nas ruas onde perguntam: "Você acredita em Jesus?". E as respostas são desoladoras: "Não, eu não acredito", "Eu sou isso", "Eu sou aquilo outro". O cinismo e a incredulidade tomaram conta de tal forma que as pessoas só creem naquilo que podem tocar ou ver com os olhos físicos.

O RISCO DE REJEITAR O INSTRUMENTO DE DEUS

Eu ouso dizer que, hoje, o nível de cegueira é ainda maior do que nos dias de Jesus. As pessoas não entendem o dia da visitação de Deus e, por consequência, não recebem aqueles que Deus enviou para abençoá-las.

Fico observando como o Reino opera: às vezes, Deus levanta alguém especificamente para abençoar a vida de uma pessoa através da pregação, do ensino ou até de uma correção feita em amor. Mas a pessoa, em sua cegueira, rejeita o mensageiro. Ela fecha a porta para aquele que poderia ser o instrumento de cura e libertação para a sua vida.

O PERIGO DE REJEITAR O ENVIADO

Assim como os fariseus O rejeitaram, irmãos, muitos hoje trilham o mesmo caminho. É solene pensar que muitos passarão a eternidade sem Deus, apesar de terem tido todas as oportunidades. Aqueles homens viram Jesus face a face; nós cremos pela fé, mas eles viram os milagres com os próprios olhos. Até os soldados romanos testemunharam a ressurreição, mas preferiram a mentira em troca de moedas (Mateus 28:11-15).

Eles escolheram rejeitar a Vida. E quem decide viver longe de Deus aqui na terra, sela uma escolha para viver longe d’Ele na eternidade. São consequências dolorosas que nascem da incapacidade de discernir o Salvador que Deus enviou para curar e salvar.

Em outro momento, Jesus chora novamente sobre a Cidade Santa, lamentando em Mateus 23:37:

"Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te são enviados! Quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas, e tu não quiseste!"

Jesus lamenta porque, mais uma vez, o povo não reconheceu o tempo da sua visitação.

TESOUROS EM EMBALAGENS POUCO ATRATIVAS

Eu costumo dizer algo que aqueles que congregam no Ministério Shallom a algum tempo já me ouviram repetir, mas que precisa ser gravado no coração: Deus geralmente coloca os Seus maiores tesouros e os Seus melhores presentes em embalagens pouco atrativas. Ele costuma guardar os Seus perfumes mais preciosos em frascos que aos olhos humanos parecem feios.

Sabe por que Ele faz isso? Para que a gente aprenda a discernir não pela aparência, mas pelo espírito.

Vejam o exemplo de João Batista. Ele não parecia, à primeira vista, um "presente de Deus" para a humanidade. Era um homem excêntrico, de embalagem rústica e fala ríspida. Ele não alisava o pecado; ele bradava:

— “Raça de víboras! Quem lhes deu a idéia de fugir da ira que se aproxima? Dêem fruto que mostre o arrependimento! Não pensem que vocês podem dizer a si mesmos: ‘Abraão é nosso pai’. Pois eu lhes digo que destas pedras Deus pode fazer surgir filhos a Abraão. O machado já está posto à raiz das árvores, e toda árvore que não der bom fruto será cortada e lançada ao fogo”. (Mateus 3:7-10).

João se vestia com peles de camelo e se alimentava de gafanhotos e mel silvestre. Era um ermitão do deserto, sem qualquer aparência de nobreza. No entanto, aquele homem era um presente de Deus para a nação. Muitos não o reconheceram. Herodes e Herodias tiveram diante de si um gigante de Deus, uma palavra que poderia transformar seus futuros e suas histórias, mas o orgulho não permitiu que enxergassem além da casca. Eles não viram a unção; viram apenas o incômodo, e por isso João foi decapitado.

O REI NA MANJEDOURA E A REJEIÇÃO NA CRUZ

O próprio Jesus seguiu esse padrão. Ele não nasceu em palácios, mas foi colocado em uma manjedoura. No ápice da Sua missão, na cruz, o profeta Isaías descreve que não víamos n’Ele beleza alguma que nos agradasse. Ele foi oprimido e afligido; o castigo que nos traz a paz estava sobre Ele, e pelas Suas pisaduras fomos sarados (Isaías 53:2-5).

Poucos O reconheceram. A maioria O desprezou. Como diz o apóstolo em João 1:11-12:

"Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que creem no seu nome."

Jesus sentiu o gosto amargo da rejeição dentro da Sua própria casa (Marcos 3:21:). A Bíblia relata que, inicialmente, nem Seus irmãos criam n’Ele (João 7:5); só vieram a crer após a ressurreição. Ele foi rejeitado em Jerusalém, na Judeia e até em Nazaré (Mateus 13:54-58), o lugar onde cresceu. Jesus sabe, por experiência própria, o que é a humilhação e o desprezo…(Isaías 53:3)


O PODER DE SER FEITO FILHO

Mas o texto não para na rejeição. Ele traz uma notícia maravilhosa para mim e para você: "Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que creem no seu nome" (João 1:12).

Tome posse disso! Esta palavra é para você. Quantos aqui receberam a Jesus? Se você O recebeu, você recebeu o poder de ser chamado filho do Deus Altíssimo!

Infelizmente, como eu disse, ainda há muitas pessoas cegas espiritualmente, assim como nós também estávamos um dia. E existe um risco terrível em não reconhecer o agir de Deus. Às vezes, o Senhor envia pessoas para nos curar, para nos sarar, para serem Seus instrumentos. O milagre quem faz é Deus, mas Ele escolhe se manifestar através de alguém. E quantas vezes nós rejeitamos esse canal de bênção por causa da aparência? Porque não gostamos do jeito que a pessoa fala, da forma como se veste, ou por causa dos nossos preconceitos e ideias pré-concebidas. Fazemos julgamentos apressados e desprezamos justamente quem Deus enviou para ser o nosso instrumento de libertação.

A LEI DA HONRA E DA PROSPERIDADE

Aprendi algo precioso anos atrás com o Dr. Mike Murdock: "A unção que você honra, nela você prosperará".

Quando você aprende a honrar aqueles que carregam uma mensagem de fé, aqueles que Deus separou para restaurar a sua vida e quebrar cadeias espirituais, você é abundantemente abençoado. Caso contrário, você perderá a oportunidade. Jerusalém sofreu as consequências porque não discerniu o dia da sua visitação. 

O PRANTO PELOS CEGOS

Jesus chorou por Jerusalém por causa da sua cegueira. E nós, irmãos, também precisamos chorar. Precisamos chorar por aqueles que ainda estão nas trevas. Talvez na sua família existam pessoas espiritualmente cegas: o marido, a esposa, um filho, um pai ou um colega de trabalho. Pessoas que não conseguem enxergar as realidades do Reino. Diante disso, não nos resta outra coisa senão chorar diante de Deus por elas.

É o que tenho feito em minhas orações ultimamente. Ao perceber a frieza e o distanciamento de alguns, meu coração se move de compaixão e eu choro. Choro porque estamos perdendo oportunidades preciosas com Deus por causa de coisas banais.

O DESPERTAR DAS PRIORIDADES

Eu estava conversando com alguém e, enquanto isso, sussurrei uma oração: "Senhor, tomara que não chova amanhã na hora do culto". A pessoa me respondeu: "É verdade, a chuva dificulta para quem mora longe ou não tem carro". Mas eu respondi: "Não é por isso". Sabe por quê? Porque se continuar chovendo na segunda-feira, quem tem que trabalhar, vai. Quem tem que estudar ou viajar, dá um jeito, com carro ou sem carro.

O problema não é a chuva; o problema é a prioridade. Nós fazemos esforços enormes para as coisas do mundo, mas não temos coragem de fazer o mesmo esforço pelas coisas do Reino, nem pelas mais simples.

Quando me lembro disso, entro em um desespero de alma. Minha esposa e minha filha veem. Eu começo a clamar: "Senhor, abre os olhos espirituais do Teu povo!". Jesus não chorou pelos gentios lá fora naquele momento; Ele chorou por Jerusalém, pelo povo que deveria ser d’Ele. Meu clamor é: "Senhor, aviva! Desperta! Coloca no Teu povo a disposição para cultuar, para buscar, para ser fervoroso de espírito e para compartilhar o Evangelho com os amigos!".


O ENTUSIASMO PELO MUNDO E A FRIEZA PELO REINO

Eu estava na academia em uma sexta-feira à tarde e observei dois jovens conversando. O entusiasmo deles era contagiante; falavam sobre a Copa do Mundo que se aproxima, citavam nomes de jogadores, discutiam táticas e lances com uma paixão vibrante. Olhando aquela cena, refleti: não há nada de errado nisso, não é pecado assistir ao futebol ou acompanhar uma Copa — a menos que isso se torne um ídolo em nossos corações. Mas a pergunta que me feriu foi: por que não temos a mesma paixão pelas coisas de Jesus?

Por que não nos encontramos fora do ambiente da igreja para falar de como é bom servir a Deus? Por que não temos a mesma empolgação para evangelizar um amigo, para contar como foi o nosso encontro com o Mestre e como é maravilhoso andar com Ele?

Vemos adolescentes, jovens e adultos falando com brilho nos olhos sobre uma série nova ou um filme que assistiram: "Você precisa ver! É maravilhoso! É bom demais!". Eles se tornam propagadores daquela história porque ficaram impactados. Mas por que a empolgação desaparece quando o assunto é o Evangelho? Por que o nome de Jesus não causa em nós esse mesmo ímpeto de compartilhar? Isso me faz chorar.

A CEGUEIRA DO "AQUI E AGORA"

Essa falta de fervor nos torna cegos para a realidade do Reino. Por que não pensamos nos missionários que estão no campo agora? Homens e mulheres que deixaram suas famílias e tudo o que tinham para ir a países onde o Evangelho é proibido. Eles correm risco de vida; podem ser mortos se forem descobertos, mas sustentam a mesma convicção do apóstolo Paulo em Atos 20:24:

"Mas em nada tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a minha carreira, e o ministério que recebi do Senhor Jesus."

Eles estão na linha de frente, em meio a lutas e dificuldades extremas no Paquistão, no Afeganistão, no Iraque, na África, no Japão ou na Índia. São homens e mulheres "dos quais o mundo não era digno" (Hebreus 11:38).

No entanto, muitas vezes nosso coração está tão endurecido que não os enxergamos. Não lembramos de interceder por eles, nem de enviar uma oferta, ainda que simbólica, para abençoar seus ministérios. Nossa visão está limitada ao nosso "aqui e agora". Só pensamos no que vamos comer, se a comida é apetitosa, se a roupa é de marca, se o carro é novo, se os nossos negócios prosperam... Tudo gira em torno do nosso próprio umbigo.

Meus amados, isso é cegueira espiritual. E como não chorar diante de uma realidade onde o "eu" é maior do que o Reino?


O CLAMOR PELO DESPERTAR ESPIRITUAL

Como não chorar quando nos percebemos tão frios, tão gelados, tão apagados nas coisas do espírito? Como não chorar quando o nosso coração está distante das prioridades do Reino e nos contentamos com tão pouco?

Assim como Jesus chorou por Jerusalém, nós precisamos chorar por nós mesmos e por aqueles que nos cercam. Precisamos clamar para que o Senhor abra os nossos olhos e inquiete os nossos corações, pois, muitas vezes, eles estão obscurecidos pela rotina e pelo sistema deste mundo.

O maior perigo para uma alma é ignorar a oportunidade que o Senhor está lhe dando. Jerusalém não reconheceu o dia da sua visitação, e temo que muitos de nós estejamos cometendo o mesmo erro. Como discípulos de Cristo, precisamos compartilhar do mesmo sentimento que há no coração do Mestre e interceder por aqueles que estão com os olhos espirituais cerrados.

O DEUS DESTE SÉCULO E A CEGUEIRA MENTAL

As Escrituras são claras em 2 Coríntios 4:3-4:

"Mas, se ainda o nosso evangelho está encoberto, para os que se perdem está encoberto. Nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus."

Quem é o "deus deste século", com "d" minúsculo? É Satanás. Ele é o mentor deste sistema que cega o entendimento e a mente das pessoas. Por mais que a luz do Evangelho brilhe com toda a sua força, o cego não consegue enxergar. Para ele, tudo continua em trevas.

Diante disso, a nossa única opção é o altar. Precisamos chegar diante do Senhor com lágrimas nos olhos e um coração quebrantado, clamando:

— Senhor, abre os olhos para que vejam! Abre os meus próprios olhos! Abre os olhos da minha família para que contemplem a Tua glória e a luz do Teu Evangelho! Que eles vejam, creiam e sejam salvos!

Que o nosso clamor seja para que as escamas espirituais caiam e para que a luz de Cristo visite cada coração enquanto ainda há tempo. Esta foi a primeira mensagem de Jesus no início da semana da Páscoa; uma reflexão profunda em meio à Sua entrada triunfal no Domingo de Ramos.

Que os nossos olhos sejam abertos. O Senhor nos prometeu em Mateus 5:4: "Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados".

Amém!